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quinta-feira, 2 de junho de 2016

É POUCO O QUE FAÇO DA VIDA

Guardo no lenço uma memória endividada, uma constelação mentirosa e um tinteiro com palavras magoadas.
Tenho um chão sujo sons nojentos nos ouvidos, nas veias zumbidos e um amanhecer que em nada me enternece.
Tenho o relógio de ponto para picar, estúpidos para cumprimentar, mensagens mal-intencionadas para apagar.
Subo as escadas, pé com dor, estou farto das conversas de elevador e bebo a angústia num copo de plástico despejado da máquina automática, pela módica quantia de 50 cêntimos.
É pouco o que faço da vida.
Mesmo assim ela não o merece.



,2016,06.aNTÓNIODEmIRANDA

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