De certas acções De castidade mal sucedidas
Também me lembro Dos dias restantes
Mas esses serão sempre pertença minha
Permitam-me que me apresente:
sou um homem que em mim tem fé
e, pelo qual nutro a simpatia suficiente
poemanaalgibeira.blogspot.com
Gosta de mim?
Porque não?
É uma anomalia
Como outra
Qualquer
Então, nada diz.
Não se preocupe.
Quando gostar, falo.
(para bom entendedor)…
Neste pranto de vistas vazias
enrolo a ossaria
com versos de
tempestade
Amor da minha vida
Que tão cedo me enganaste
Flor em constante ferida
Fúria incorrigível
Cavalgada
Em fracassos de puro-sangue
.
No
Inquieto instante
Do Recordar
Roubo
Nomes
Ao Diário
Das
Ausências
O que é morrer?
É ir para o céu.
Isso eu não gosto!
Quero ir todos os dias
Para casa
Se isto fosse um poema, beijava a oração do descrédito dos poetas do fim do longe. Enlatava os erros de palmatória, queimava a tristeza absurda que assola as perspectivas e barrava todos os naufrágios deste mar que só lavra a terra do desperdício. Se isto fosse um poema, as horas que me roubam teriam outro tempo e a exactidão dos ponteiros não se aproximaria tanto da fatalidade. Se isto fosse um poema, não teria nojo de toda esta mentira, que tudo me tira nestes dias cortados em fatias envenenadas. Se isto fosse um poema, não lamberia esta gelatina de destroços que me congela os ossos em alguidares de menosprezo. Se isto fosse um poema, queimava o mundo que me vira as costas e a dignidade significada em formas de postas, que me oferece a mais pobre afinidade. Se isto fosse um poema, não seria menos que o resto, e o que de mim dizem faltar, oferecido em festins nus numa festa definhada. Se isto fosse um poema, diria que ler certa poesia, é por vezes um hobby nojento. Se isto fosse um poema, na sombra da árvore sagrada dos versos, sentir-me-ia existir agradecido às folhas que pousavam no meu firmamento, pintava assim as horas amigas, soletrando prazeres com abraços de poetas companheiros, que pisam o mesmo chão.
O
Futebol
É
O
Óbvio
Do
Povo.
Nunca será importante
o que escrevo.
O que continua a realizar-me,
é aquilo que gosto de ler.
2016,12aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Encostado na esquina, ouço partir os olhos vazios, neste passar do tempo, que teimam em dizer que perdi. Mas eu continuo a acender este fogo, como se fosse um cantor de uma banda de rock`n`roll, onde nunca toquei. Poderia contar outras histórias, se o blush na minha face, não mostrasse que isso não passa de uma mentira. És doce como aquela canção que já não me espera. Continuo longe desse sapateado, ensaiado na escala do baixo, que amorosamente quer levantar o chão que me insulta. Por vezes, tudo me parece tão difícil, malgrado as desculpas de ocasiões mal desagravadas. Tenho saudades das velhas lojas, onde muitas vezes entrei para nada comprar, apesar das boas intenções. Os velhos amigos continuam comigo, mitigando a recordação das gajas que não chegamos a comer. Era só um supor malandro, que enchia uma pose com que fingíamos vender a alma. Estamos aqui, como provam estas gargalhadas emolduradas nos cabelos brancos, que só nos fazem sorrir. Naquelas noites tocadas nos jardins, fomos os mais felizes astronautas. Nas ondas do medo, iluminadas pelos faróis dos carros da polícia, enfeitávamos em segredo a nossa diferença. E no quarto das paredes sem sonho, adiávamos o sono, com todo o pavor da farda que nos esperava. Nunca perdemos a cabeça neste horizonte selvagem, ainda que as notícias dos amigos mais velhos deixassem de ser escritas. A lua sonhava então, com cores bonitas, o pequeno-almoço era animado com ácidos sem estricnina, e lá fora, a realidade mentirosa, felizmente não estranhava esta mania. Acariciava os anjos no duche, e compreendia que o seu olhar, só procurava o amor, num abraço que nunca ignorei. Entregavam-me sempre uma fotografia, com uma nuvem que tentava agarrar todas as coisas que fugiram do meu caminho, quando deus não estava feliz com a minha aparição, nas manhãs do ódio que tanto me sujava. Olhos sem luz, sorrisos maltratados, assaltavam a minha cabeça, neste princípio da procura de uma só escada divertida.
Sonho - te
Dentro - de - mim
Como
Se
A
V e r d a d e
Fosse
Esse
Momento
Pegou no pão
e multiplicou-o por 12
migalhas.
Os que tinham fome,
não acharam piada.