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quarta-feira, 23 de março de 2016

O TEJO APAIXONADO

Não sei que ondas são estas
Que me tingem a janela
Desconheço os salpicos
Que me irão chover
Sinto-me quieto
Esperando a espuma do outono
Dona de Lisboa
Cidade com sóis diferentes
Iluminando os carris de um eléctrico
Completamente desafinado
Lá longe o Tejo
Desliza apaixonado
E por vezes sossega
Para melhor contemplar
As barcas dos amantes
Que remam poemas
Para não o acordar.



2016,03aNTÓNIODEmIRANDA


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