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sábado, 8 de fevereiro de 2020

SONHOS ESCONDIDOS

Enrolado no velho costume,
escrevia no musgo histórias 
da infâmia,
das tantas noites que se metia na cama,
barriga vazia,
disfarçada na canção do adormecer.
Fingia que ria,
enquanto a mãe chorava
a fome da manhã seguinte.
À escola não ia,
nem livros havia.
Só sonhos escondidos nas imagens
que fugiam dos medos.


,2020Jan_aNTÓNIODEmIRANDA



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