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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

SE ME ENCONTRAREM, DIGAM QUALQUER COISA!

É o frio que me aquece o chão, num abafo ambíguo que tolera lembranças empacotadas na cama vazia onde me deito no enlevo dos sonhos que dormem na minha cabeça. Sorrisos estranhos para esta canção de embalar, onde poisam pássaros que fugiram das janelas com vidros aquecidos. Não quero recordar muitas coisas, mas os bolsos do sobretudo da memória, estão cada vez mais repletos. Vejo o tempo a passar, num deslizar apressado onde se perdem os bons momentos. Estas estrelas que não me deixam dormir, e eu, sem números para as contar, nesta viagem de classe nenhuma, perdida na carruagem deste comboio sonâmbulo.
Eu sou o só!
E não encontro o bilhete para o próximo bar.
Se me encontrarem,
digam qualquer coisa!
 
2017out_aNTÓNIODEmIRANDA

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