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quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

CORTE FINO

 


Será desta que atino? Agora que da razão só tenho o estritamente necessário, todo o cuidado é pouco, diz-me aquele que nem a fingir sabe ser louco. Todas as manhãs penso que o dia poderá ser bom, depois esclareço a minha vontade oferecendo-lhe rebuçados cuidadosamente embrulhados em papel selado. São mimos que gosto de dar. Depois de encharcados não há chuva que nos molhe. Palavras cruzadas, intenções ofendidas ou simplesmente um exercício diário de sudoku. Dizem os entendidos que faz bem ao mesmo. Modernidades! Nem sequer peço uma oportunidade. É demasiado tarde para que alguns sentimentos venham á tona. Nem sempre o tempo permite essa fatalidade. Há que continuar a enrolar aquilo que não fará mal á sapiência. Da paciência falaremos na altura adequada… Ritmar a vida nas teclas da minha CORONA (velha putona onde tantos dedos a fizeram gemer), apagando com o corrector pornográfico as palavras sujas. Esfolar as críticas e pendurá-las no sol do açougue, esmurrar a normal inveja das pessoas assiduamente anormais e por fim sentirmo-nos bem, como probos que somos, por conspurcar personalidades contra faccionadas.
Devo dizer-vos que tenho o monitor cheio de ideias ignóbeis. Na disquete estes ficheiros não existem.


2015aNTÓNIODEmIRANDA


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