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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

na campa de marilyn

sinto - me como um milionário
pescando balões no tamisa
e
lembro - me do teu pôr do sol
que raramente acontece
às 6 da manhã
disputo - te todas as noites
sonhando com a volúpia
de um colchão dourado
e fico
maravilhado
beijando as imagens
que a roda da tua saia
constrói
na tua campa marilyn
sinto - me louco
possessivamente
abusivamente
descaradamente
louco
por isso a desflorei
enquanto
os anjos
jogavam xadrez no
poor boy club
em amesterdam


na tua campa
peguei na viola e
percorri maliciosamente
a escala
como se do teu
sexo
se tratasse
depois vomitei
o sémen de um corpo
finalmente
liberto


na tua campa
perdi demasiado tempo
lendo os anúncios das etiquetas
que propositadamente colaram
nos teus seios
deliciosamente solúveis
deambulantes
justamente como a minha
última moeda no fundo de um
copo com m`àgua


marilyn oh marilyn
deusa diabo
flor que nunca chegou a abrir
pois o sol nunca amou hollywood
e agora lastima -se
cortando ele próprio os seus raios
com uma tesoura
cujas pontas têm gravadas o
teu nome :


marilyn a mulher
afinal : forma de comércio
como
outra
qualquer....


dez.75


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