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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

A VIDA, DIZEM OS QUE MORRERAM…

 
Alinhavo o amor em lume brando, 
no tempero do meu cérebro, 
todos os dias nas manhãs que me apetecem.
Roubo-te o pijama, 
para a auspiciosa intenção que quero 
não desista de nós. 
Escondo os nomes do nosso acontecer, 
abafando num orgulho tolo as palavras 
que erravam os ouvidos naquelas noites 
com fingimentos dos amantes mais promissores do mundo. 
Agora que conforto estrelas pendentes no relógio do teu olhar, alcanço lágrimas vestidas com roupa que não conheço. 
Escrevo recordações absurdas 
da nossa mentida possibilidade. 
Ouço um trombone que tenta riscar no céu 
nomes estranhos, relâmpagos a iluminar um qualquer néon esquecido na nossa falta de comparência. 
Como é triste este rastro transmitido 
em directo na realidade que arriscamos ignorar. 
Resta a subtileza nesta forma de confundir. 
A vida, dizem os que morreram, 
outros dias terá de esperar.

,2020Dez_aNTÓNIODEmIRANDA


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