No envergonhado silêncio
saberá alguém o que sofri
só por desejar o olhar que nunca
me conheceu?
Mais um dia a sair da tumba.
Dia após sonho não paro de morrer.
Doce desejo embrulhado em algodão
de morte.
O suicídio será sempre a oração
preferida
dos poetas inconvenientes.
Deixem a importância dos anjos malvados
lavrar os verdadeiros epitáfios.
Assim será feita a vossa última vontade
tanto na tela como no céu.
Vida maldita que se dane a sorte.
O teu sorriso será a moldura do meu rosto.
Mas naquele nascer ainda não havia o tempo.
Todos ignoram as noites do seu murmúrio,
e no desfile das feridas entregues pela vergonha,
saberá alguém o que sofri
só por desejar o olhar que nunca
me conheceu?
Mais um dia a sair da tumba.
Dia após sonho não paro de morrer.
Doce desejo embrulhado em algodão
de morte.
O suicídio será sempre a oração
preferida
dos poetas inconvenientes.
Deixem a importância dos anjos malvados
lavrar os verdadeiros epitáfios.
Assim será feita a vossa última vontade
tanto na tela como no céu.
Vida maldita que se dane a sorte.
O teu sorriso será a moldura do meu rosto.
Mas naquele nascer ainda não havia o tempo.
Todos ignoram as noites do seu murmúrio,
e no desfile das feridas entregues pela vergonha,
enxota esperanças sem consolo possível.
A mesquinhez acampada no travesseiro,
decora o acordar que o condena.
A mesquinhez acampada no travesseiro,
decora o acordar que o condena.
E ele num gesto teimosamente copiado,
cospe sorrisos na sempre rota algibeira.
E assim caminha
para onde nunca quis chegar.
2025Dez31_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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