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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
NO CAMINHO PARA O PARAÍSO EMBEBEDEI-ME NAS TENTAÇÕES DE SANTO ANTÃO
Antão,
e, como paga,
autopsiou a audácia de
Hieronymus.
Bosch
pedrado até mais não,
enxertava suspiros na
Adoração Da Criança.
Entretanto,
conduzido por anões
Lá no arraial, no
Jardim das Delícias Terrenas,
as sardinhas passaram-se com os bíceps do
Ecce Homo.
Deixa-as morrer,
gritava doidamente o
Juízo Final
2025DezaNTÓNIODEmiRANDA
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
TESTE DA FUTILIDADE
Choro contigo - sonho antigo - tingido de revolta amestrada.
Ainda ando por aqui.
Tentei fugir mas não imaginas o quão furioso fiquei, quando vi o anúncio da minha morte colado na montra do hipermercado.
Foda-se!
Logo num hipermercado?
Ideias frouxas só poderão ser enfeitadas por flores murchas.
Nada entendo da ligação preciosa que me ofereces.
Escorrego repetidamente no pesadelo ambulante da tua cataplana de abraços. Danço-te em segredo neste smoking envergonhado, que mesmo assim não consegue disfarçar as rugas da traição do tempo.
Escondo-me neste pânico de perder o único amor que nunca me defraudou.
Gostava tanto de te encontrar - só que o tempo não consegue fugir desta mentira.
Perdi a sombra que iluminava a estrela do meu desatino - gritei num céu abandonado - lavado por anjos que prometeram enforcar a saudade.
Lágrimas deslizando num tubo de ensaio inquieto, exibem a faca do tempo que penaliza a realidade, e entontece as palavras que já não conseguem salvar momentos aleijados.
Olho para o vento e na sombra do medo, golpeio o seu passar.
Ambos precisamos de adiar o lustro que nos mostra usados.
Nunca fui de dar o peito às balas!
Tudo o que preciso para uma vida saudável?
É não dar confiança à morte.
Vou por aí.
Por vezes fugindo de lá - sem nunca me achar.
Adormecer fantasmas é uma grande trabalheira.
Só pretendo viajar à volta do meu conforto.
Nada sou, nem a pena desta fuga constante - abraçada a um verbo passageiro - demasiado cansado.
Estou abusivamente enjoado do elogio bajulatório marinado na patetice de um clister qualquer.
Sim!
Assumo!
Enterrei a malga das conveniências.
,2022Fev_aNTÓNIODEmIRANDA
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VIDA DE PUTICE
Mesmo quando tentava
Escrever uma carta à morte
Mas o sossego tardava
E as notícias que lhe entregavam
Vinham de um paraíso desanimado
Queria deixar aquela vida
Mas toda a gente mentia
Quando diziam que era fácil
Partia sem vontade de voltar
Àquele estranho lugar
Que só enganava o caminho
,2022Fev_aNTÓNIODEmIRANDA
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TIVE UM DIA OCUPADO
Habitualmente golpeei a angústia
no usual bálsamo rançoso.
Aplainei a torrada pornográfica oferecida na amiga campanha do supermercado de fama incinerada.
Passei a ferro a indecência,
alisei alguns malabarismos,
fiz um guisado de gorgulhos,
convidei o presidente,
(cagamos na respectiva selfie),
e demos um amistoso aperto de mãos
num caloroso microondas.
Fiz uma salada de putas publicitadas na TV.
Atravessei a linha,
refoguei medos,
e numa cebolada esperançada,
mandei à merda as recomendações do costume.
Não estou com disposição para remendar dissabores.
Tive um dia ocupado.
,2022Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
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domingo, 15 de fevereiro de 2026
REDUNDÂNCIA ABUNDANTE
Aquele olhar virulento
Agoirava uma auspiciosa
Infecção
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QUIPROQUÓ
Se alguma vez
Julguei
Que só eu pensei
Certo,
De todas
Elas
Me
Esqueci.
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NADA ME DIZ A IMPORTÂNCIA DA EXTRAVAGÂNCIA DA INOPERÂNCIA
Talvez um anjo vadio, o tal das asas ousadas para a vida atrevida, que mesmo assim na tristeza padece, qual ferida nunca curada que noutra vida acontece no sono que adoece no cansado desafio.
Naquela tarde onde dormi com a mentira do céu, estafado de estar sentado à direita de um inoportuno desconhecido, roubei corajosamente o décimo primeiro "mentimento".
Julguei assim aliviar o infeliz espólio da humanidade.
De nada valeu esta reles intenção.
Não é fácil desencaminhar o mau feitio deste olfato, surripiado no balcão das malícias desconfiadas.
Noites em lume brando, desencontros na cabeça, nada quero deste dia, pedindo que o amanhã seja diferente. Nada de bandeiras bordadas com desculpas estupidamente repetidas.
Corre o mundo para longe à procura do lugar perdido, levando consigo a manta dos murmúrios da roubada memória, enquanto um adeus desengonçado tenta disfarçar a pressa do tão vergonhoso abandono.
Ficamos por aí, à deriva no cais das cicatrizes, completamente desinteressados da chegada do embaixador da horta dos suspiros.
E, nesse longe cada vez mais galopante, agarrados à crina da boa-esperança, aplaudimos (assim ordena a má-educação), o mentiroso comité das Boas-Idas.
Por cá, nesta onda de lamentos agitados na proa do desavindo destino, brindamos ao tempo que fica com flores de sangue temperadas com o sal deste mar que nos desonra.
Corre o lugar à procura do mundo, que, como é sabido, já não nos acolhe.
Assim, mesmo que seja proibido,
temperai a possível esperança.
Eu?
Ainda fico cá hoje à cata de alguma bondade na vida.
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
TV (b)ANAL
Escusado será dizer
Que é um prazer
A companhia com que continuam
Um Bem-Haja pela vossa incineração
,2022Jul_aNTÓNIODEmIRANDA
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
DE VOLTA À JANELA DO SONHO
por acordes em permanente
Harmonia
Chafurdar o desalento
na marmita das
Contemplações
Afogar as falas da ausência sem fim
E no intrometido bónus do beco das
maldades
Reparar o futuro com ampolas de coragem
Até porque…
Esperar que aconteça
Nunca será um bom
Remédio
,2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
PERFECT DAY
Só quero o dia perfeito.
Continuo a plantar esta ideia.
Todos os dias !
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
COM TODO O NOJO PARA UM IGNÓBIL
V erme
E mbusteiro
N éscio
T raste
U ltrajante
R ato
A rruaceiro
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sábado, 7 de fevereiro de 2026
AS HORAS DOURADAS
Anseio a novidade com marés de suaves tons
Começo neste sol,
Ficámos os dois apertados num umbigo mentiroso, que teimosamente pinta uma cor,
Sentados neste banco sem jardim,
Claro que seria muito melhor,
Mas há tarefas demasiadamente compridas,
Amamo-nos esporadicamente,
Deixo-te um até logo,
E se é verdade que os dias passam,
Um sonho,
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ENQUANTO O DIABO APURA O MOLHO…
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
DEVOÇÃO
A sociedade nunca me respeitou.
Fingiu sempre tolerar-me
Com tantas promessas mentirosas
À espera da minha conversão
Ao seu constante falhanço.
Mas,
Eu só caí na tentação
De tornar possível
A condição
De ser feliz.
Caminho nunca fácil
Para quem tenta viver no modo “errado”.
Rezei
Com a mais possível devoção
Para que eles morressem,
Mas Ele nunca foi meu amigo.
Fartei-me da sua boa intenção.
Não se pode confiar
Em alguém sempre distraído.
Só comi
Hóstias roubadas na sacristia,
Era muito novo
Mas agora sei
Porque aquela mulher gemia.
Era muito novo
E eles já acreditavam
Na minha inocência.
Depois disseram-me,
Como se eu acreditasse
Que deus não dorme.
Mas foi assim que julguei
Que era bom ser padre.
Só que...
Não funcionou a devoção.
Não me sinto culpado
Porque sei que o requerimento
Do meu não arrependimento
Foi entregue P.M.P. no céu,
Embora o porteiro exageradamente bêbado
O tivesse confundido
Com uma mortalha para um charro.
…
Alguém levou a minha alma
Sem prévio aviso.
…
Às vezes penso que a sinto
Assassinada por aí
Em forma de graffiti.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
DO PASSADO NÃO SE LIMPAM AS NÓDOAS
Porca ilusão, consciência conspurcada
Vida com vista para o precipício
Sou assim, exactamente como
Amargura escondida na demência
das horas sem ouvidos para me atender.
Fila única,
Sentido contrário,
Feliz aniversário,
Onda curta morta
Na curva da auspiciosa sorte.
Vou caminhando ao invés
E, assim confronto indesejáveis artroses
alojadas numa robusta indelicadeza.
O que espero,
não sei nem me importa!
Imagino uma opção condigna do meu pensar,
assim como qualquer coisa parecida
com aquilo que pretendo,
dado que não acredito no saber absoluto.
Um gume eficaz,
um laço pegado ao abraço
para depois poisar no regaço daquela virgem
artisticamente adorada no Balneário Municipal
da República da Pudicícia.
É bem verdade que hoje o dia está difícil.
Raptaram os sonhos num raid manhoso
e as manhãs prometedoras
Por mim bastaria uma realização onanista
em modo de “câmara lenta”
E, sobretudo nada de lembranças pindéricas
nem alusões inoportunas.
Nem sequer um aplauso enlatado,
daqueles expostos nas montras
Mas o que me oferecem
é uma amnistia congelada
Porque esperas?
Morres nesse dano sem fim.
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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A CONTRIÇÃO DA VOZ DO DONO
para que,
com a convicção possível,
afirmarem:
Agora sim!
Estamos na presença do verdadeiro
o poeta sorri
nas pautas dos
Grandes Momentos De Pinotecnia)
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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sábado, 31 de janeiro de 2026
MUDAS A FOTO, NÃO ENGANAS O PERFIL
Preocupam-me todos os sistemas totalitários, e sobretudo não quero que me gele a vontade de brindar com sangue a morte de todos os monstros do mundo. É infinita a distância que nos separa. Estes ideais inquietos, causam-me a angústia de que nada vai mudar. Estão mais altos do que nunca, os velhos muros do ódio. Tenho gravadas nas mãos, as marcas de frias grades onde escorrem poemas com o sabor do tempo. O que falta? O único minuto, deserto, sempre deserto de esperança. Serão agora ainda mais difíceis os sorrisos que ancoravam com toda a cumplicidade, vagas não exageradas de optimismo. De nada valeram os gestos ensaiados. A mentira mais fingida foi sempre maior que o cenário disponível. Toda a evidência encharcou a metáfora. Talvez não custasse muito destilar outras frequências. O tudo e o nada será sempre a medida exacta. Aqui a dúvida não passa de um intercâmbio de palavras. Apostamos a fatalidade numa bolsa com o crash há demasiado tempo preparado. Há ainda quem pense que o dow jones foi o primeiro guitarrista dos Rolling Stones. Eu diria: é preciso não acreditar na inteligência do ar condicionado. Garanto-vos a inexistência de cobardias honrosas, e, as verdades que nos querem impingir não passam de uma imitação adulterada de pechisbeque. Não há ponto razoável para acreditar em virtudes tísicas. São sempre indigestas as discussões estéreis. Olhamos para o céu mentindo copiosamente na vontade de lá chegar. Há imaginações com demasiada cinza.
.2015aNTÓNIODEmIRANDA
#Livraria Buenos Aires# - Editora Tea For One / 2015Março
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
E EU AINDA NÃO SOU ANJO no livro #Livraria Buenos Aires# - Editora Tea For One / 2015Março
Visões do apocalipse
Tentações demoníacas
Desolação
Os duendes de Somorra invadiram as autoestradas deste inferno com sorrisos malignos de arco -íris.
Para aqueles que ignoram as constantes tentações do deus publicidade e fumam orgulhosamente beatas anónimas, marimbando-se nas marcas, e ainda para os que olham as montras sem qualquer laivo de cobiça, manifestando delicadamente a sua indiferença pelo Yves Saint-Laurent.
Para os guerrilheiros da angústia, que atacam a normalidade com raids ritmados de swing e destroem horários com metralhadoras de coragem.
Para os que lavam as horas em retretes repletas de relógios, para que o despertar não tenha o sabor inglório da obrigação digital.
Para os que se deitam na praia desenhando na areia voos obscenos de gaivotas e desfilam sonhos de m`água e que compreendem docemente os queixumes do mar e choram no silêncio soluços da ausência.
Para os que acordam sempre
do mesmo lado
da mesma maneira
devorando avidamente croissants recheados com perfumes da Dior e devoram avidamente o nosso tédio, cuspindo depois as algemas da nossa escravidão.
Para que os vagabundos tenham pena de nós, da nossa impotência, da nossa burguesia, das nossas aspirações, dos nossos projectos, da nossa incoerência, do nosso medo e, sobretudo, sim sobretudo, para que lamentem :
A nossa falta de coragem que sempre desculpamos com a sorte
porque gastamos a vida na margem dum rio que se chama morte.
aNTÓNIODEmIRANDA
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
DO PASSADO NÃO SE LIMPAM AS NÓDOAS
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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CONSTATAÇÃO AMBÍGUA (1) (ideia do Fábio Mendes)
Estarei
Lá
Se For
Mas
Se Irei
Ainda
Não
Sei
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O QUE DE MIM VÊS E AINDA NÃO ACONTECEU
Não!
Mas Nunca Será
Se Igual Assim
Ainda
Não Aconteceu!
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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MAUS HÁBITOS
A vida,
tem muitas
Mas na praia d
só de algumas
mantenho lembrança.
A alegria,
ou lá o que lhe queiram
está a ficar
Não me convidem
Faz tempo
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
A CONTRIÇÃO DA VOZ DO DONO
para que,
com a convicção possível,
afirmarem:
Agora sim!
Estamos na presença do verdadeiro Pateta!
(confortável,
o poeta sorri
nas pautas dos
Grandes Momentos De Pinotecnia)...
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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PELE DE UM SÓ NASCER
Olhando Mais Que O Mundo
Desgosto Maior Que O mundo
Sofrendo Mais Que O Mundo
Morrendo Mais Que O Mundo
Na esperança ainda maior
Que O Mundo
Odeia-me! Odeia-me Deveras
E Que Nunca Seja A Última vez!!!
[Do que me valeu sair a lotaria]
Fiquei com o dinheiro
que nada valerá se a prateleira permanecer vazia
[Os dói-nativos não funcionam]
2026Jan_aNTÓNIODEmiRANDA
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domingo, 25 de janeiro de 2026
NÃO SEREI O ÚNICO
Dizes que sou
Um gajo
Amolgado...
assim fiquei
Desde
Que
Caí
Do
Céu
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
QUEIMAR DESGRAÇAS
,2020Dez_aNTÓNIODEmIRANDA
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
FLORES DA AUSÊNCIA NO JARDIM DA TERNURA CONFISCADA
,2024Jun_aNTÓNIODEmIRANDA
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NO TRAVESSEIRO DA VIDA ONDE SE ESCONDEM OS GRITOS DA SOLIDÃO
,2024Dez_aNTÓNIODEmIRANDA
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
CAN - Future Days ( com poema de AM)
sábado, 17 de janeiro de 2026
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
DORME MEU ANJO, QUE EU VOU PINTAR OS TEUS SONHOS
2019set_aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Lawrence Ferlinghetti - Last Prayer (The Last Waltz) / O POETA NUNCA DIZ QUE É POETA (com os melhores cumprimentos para o Senhor Ferlinghetti)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
ÊXTASE
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
ASCO! Trumpin` in usa : e o Nojo Continua...
2016,11aNTÓNIODEmIRANDA
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
TODO O AMOR
saberá alguém o que sofri
só por desejar o olhar que nunca
me conheceu?
Mais um dia a sair da tumba.
Dia após sonho não paro de morrer.
Doce desejo embrulhado em algodão
de morte.
O suicídio será sempre a oração
preferida
dos poetas inconvenientes.
Deixem a importância dos anjos malvados
lavrar os verdadeiros epitáfios.
Assim será feita a vossa última vontade
tanto na tela como no céu.
Vida maldita que se dane a sorte.
O teu sorriso será a moldura do meu rosto.
Mas naquele nascer ainda não havia o tempo.
Todos ignoram as noites do seu murmúrio,
e no desfile das feridas entregues pela vergonha,
A mesquinhez acampada no travesseiro,
decora o acordar que o condena.
E ele num gesto teimosamente copiado,
cospe sorrisos na sempre rota algibeira.
E assim caminha
para onde nunca quis chegar.
2025Dez31_aNTÓNIODEmiRANDA
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UM BOM KARMA AO SEU DHARMA TORNA
Está só?
Não!
Aguardo a minha vez.
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PODE SER QUE DEUS AINDA NÃO TENHA FUGIDO DO CÉU
a memória sem pecado concebida.
Triste magia inacabada,
nódoa nunca apetecida,
cruz de xisto cravada na mais nojenta
calúnia.
Nesta paragem com vista
para o que não quero,
aliso passos com o desdém
que a mim mesmo permito.
Era fácil,
segrega a conveniência.
Mas continuo voltado
para o rio que alcançará a desejada maré.
os abraços com horas para a coragem.
Pode ser que Deus ainda não tenha fugido do céu.
2025Dez31_aNTÓNIODEmiRANDA
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PROPAGANDA
Assim não vale
Só sabem prometer
Aquilo que nunca irão fazer
Estou teso
E tu também
O que havia de nos acontecer
Vem amigo
Lutar comigo
Contra quem não se cansa
de nos foder
2025Dez_aNTÓNIODEmiRANDA
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
ESTA NOITE A POESIA VAI ROUBAR A TUA ALMA
imunidade sentimental
O original não encontra amigos
Navego num manto de sobrevivência
Naufrágio sem amor à vista
onde almas sem destino não podem
entrar
Grades nada oferecem
roupa
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ERVA DANIFICADA (vaquinha, burrinho e os camelos da sorte malvada)
Se calhar desapontei-te.
A bússola que pediste estava avariada.
E os aplausos encomendados
eram putas escondidas
Estrelas revoltadas grafitam no céu
a deprimida expectativa.
Até porque o mundo continua acamado
na palha mijada.
Desculpem-me esta má vontade.
(Até porque o desapontamento
voltará dentro
de momentos).
2025Dez_aNTÓNIODEmiRANDA
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DIAS ENFEITIÇADOS
Acalmo os passos tristes
com uma mentira qualquer
só para recordar o cansaço do dia
que procura o silêncio confortável
no alívio da noite
O cântico final navega
num póstumo elogio
ao encontro da constelação
2025Dez31_aNTÓNIODEmiRANDA
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ALEGRE MAS NÃO TRÔPEGO
Nesta lua de veludo
É o que desejo
Para então
Bordar abraços
Nos sonhos de jasmim
E celebrar a vida de volta
Ao caminho do encanto
2025Dez_aNTÓNIODEmiRANDA
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AÇAMBARCADOR DE CONTEÚDOS GENIAIS
Dei-te
Quase
Tudo
E
Ainda
Mais
Exigiste
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AINDA NOVO DEPOIS DESTES ANOS?
Grandes e melhores mentiras
Foram escritas muito antes
Desta parvoíce.
Dizem que os tempos
Mudam
Contudo a estupidez
Não pára de
Crescer
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