Como uma nuvem abençoando a chuva no lamento de todos os golpes, choro na alma as vozes que mataste.
E os algozes que louvaste?
Dos ideais que enterraste nem ouso escrever.
E os gritos que calaste?
É urgente que nos deixemos de conhecer.
Há muito que deixei de acreditar nas portas douradas do paraíso.
Respeitei apenas a advertência da minha salvação emocional.
Cá se fica enviuvando a morte em vivos soluços.
Ninguém se importa com os olhares que gritam o dorido destilar das memórias numa qualquer sargeta,
como se fosse obrigatória a tristeza.
E assim, na penumbra da inocência
sacode-se o nojo que envenena a vontade.
A vida só queima o tempo.
como se fosse obrigatória a tristeza.
E assim, na penumbra da inocência
sacode-se o nojo que envenena a vontade.
A vida só queima o tempo.
E os murmúrios do silêncio serão para sempre a única a verdadeira possibilidade.
(as estátuas há muito que deixaram de ouvir o nosso cumprimento).
(as estátuas há muito que deixaram de ouvir o nosso cumprimento).
Jaz a vida num cabaz agonizante.
Nada para ver.
É tudo tão diferente do que se tenha
imaginado.
E agora que as horas sumiram,
onde será punido o desalento?
A duas linhas paralelas
nem sempre se poderá resistir
à beleza do seu convite.
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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