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domingo, 1 de março de 2026

A ASCENSÃO CELESTIAL ESTÁ PELAS HORAS DA SEPULTURA

 

Havia um reboliço na ilha 
e um cardápio fora de horas 
                anunciava uma amnistia indolor.
Sete lâmpadas desconfiadas 
            afiaram as garras na obsoleta agenda 
            das sugestões num discurso paradigmático.

                                    E haja alguém, que não eu, 
para assoar os não abençoados 
inteiros ou mesmo desossados
asilados no orfeão das lamúrias. 
                                Ao adeus não se nega a formosura.
(até porque a ascensão celestial 
está pelas horas da sepultura).
                            Ofereçam-me um armistício não conspurcado, 
um aceno mesmo acanhado
            com visitas não danificadas para o próximo purgatório.
                            Tomarei conta de ti!
                            Em momento algum sentirás a minha presença.
                            (Cuspiu no ouvido a  importância da ausência).

Sou feliz e só por isso, 
logo fiquei fora disto,     
            e nunca mais senti me senti só.
 
                    E fora do alcance da vontade penhorada,
                    lembrar-me-ei sempre de ti!

Mesmo que a memória não queira. 



2026Mar_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com


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