Havia um reboliço na ilha
e um cardápio fora de horas
anunciava uma amnistia indolor.
Sete lâmpadas desconfiadas
afiaram as garras na obsoleta agenda
das sugestões num discurso paradigmático.
e um cardápio fora de horas
anunciava uma amnistia indolor.
Sete lâmpadas desconfiadas
afiaram as garras na obsoleta agenda
das sugestões num discurso paradigmático.
E haja alguém, que não eu,
para assoar os não abençoados
inteiros ou mesmo desossados
asilados no orfeão das lamúrias.
Ao adeus não se nega a formosura.
(até porque a ascensão celestial
está pelas horas da sepultura).
Ofereçam-me um armistício não conspurcado,
um aceno mesmo acanhado
com visitas não danificadas para o próximo purgatório.
Tomarei conta de ti!
Em momento algum sentirás a minha presença.
(Cuspiu no ouvido a importância da ausência).
Sou feliz e só por isso,
logo fiquei fora disto,
e nunca mais senti me senti só.
E fora do alcance da vontade penhorada,
lembrar-me-ei sempre de ti!
lembrar-me-ei sempre de ti!
Mesmo que a memória não queira.
2026Mar_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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