Deitado na espera, acaricio na maca
a esperança tardia escrita na pulseira da
dor.
Olhares trocados no mesmo abandono
Olhares trocados no mesmo abandono
esperam a desejada chamada.
Como custa a demora nestas horas
Como custa a demora nestas horas
com o medo a sangrar!
Vida vestida de inquietação,
porque ofereces o dourado da partida?
Na enfermaria dos mudos sorrisos,
tento lembrar os abraços
Vida vestida de inquietação,
porque ofereces o dourado da partida?
Na enfermaria dos mudos sorrisos,
tento lembrar os abraços
que nunca consegui colorir.
Aquele violoncelo que gemia
Aquele violoncelo que gemia
na cabeceira dos sonhos
prometia a magia do despertar.
Louvado som sempre a brilhar
Louvado som sempre a brilhar
na cadeira da memória.
Embrulhado no desfile de batas,
(sob a atenta vigilância do oxímetro),
afasto a cortina dos poemas para rezar.
Quando chegará a carruagem da loucura?
Tenho um bilhete para lhe entregar.
Não consigo fugir de mim!
Como se a ansiedade não se importasse
Embrulhado no desfile de batas,
(sob a atenta vigilância do oxímetro),
afasto a cortina dos poemas para rezar.
Quando chegará a carruagem da loucura?
Tenho um bilhete para lhe entregar.
Não consigo fugir de mim!
Como se a ansiedade não se importasse
com este modo de desejar.
Dêem-me um deus não ausente
Dêem-me um deus não ausente
para pecar ao desafio!
& sobretudo
& sobretudo
“Uma vida noutra vida”
cantado pela Carminho.
2026Fev20_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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