ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
Pesquisar neste blogue
sábado, 25 de julho de 2026
sexta-feira, 24 de julho de 2026
O VENTO FAVORÁVEL
Serei sempre umas reticências, um ponto de interrogação ladeado por um etc às vezes latido. Um aloquete mal aberto ou ferrolho enferrujado. Tímida descoberta desaguando num cais com todas as milhas da distância. Mera circunstância de marinheiro atrevido. Relógio sem pulso, mentindo o impulso do tempo em que me abuso, navegando alturas agarrado a uma corda digitalizada em formato de imagem desfocada, que não me respeita. Serei sempre aquilo que gostava de ser. Vontade presente, para um desejo sempre premente parindo uma razão apenas não válida, para um pretérito imperfeito onde nada mais poderá caber. Não gosto de meias medidas!
Serei sempre o meu mundo dentro de uma barca prenha de soluços encaminhados por um controlo remoto, tentando enganar o nevoeiro anunciado pelo ronronar dos faróis automatizados. Uma solitária prancha de surf, aproveita o momento para entregar poemas de amor a uma onda com destino desconhecido. Uma vela ingénua, anuncia contente uma passageira hipótese de poesia.
Na praça do costume, à hora habitual, estátuas supostamente interessadas, catam o tempo corrigindo a minha escrita não adequada. A cigana despenteia-me o olhar. Perdeu a vontade de me ler a sina. Caminho ao contrário.
Esta rota já não me convém...
O comandante sou eu!
Ainda não descobri o vento favorável.
2015dez11_3 ½ da manhã aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
segunda-feira, 6 de julho de 2026
DERROTAMOS O SORRISO
O céu está vazio.
Os anjos vestiram os poetas com asas,
e, agora, libertos das palavras,
sonham outros conceitos
no jardim das pétalas douradas.
Dançam versos nos escombros,
catam-se soluços na sangria desatada.
Um mar de gritos apodrece no sufoco,
do socorro que nunca virá.
Esperanças desmembradas,
em nome da lei sagrada.
Um oceano de punhais,
oferece malgas de sangue para embebedar
a maré do desassossego.
Há um xaile que tenta confortar a penúria, uma latrina de intenções inúteis, uma obsessão maligna para ignorar a miséria.
Derrotamos o sorriso,
e, celebramos eficazmente a nulidade do mundo.
,2020Jun_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
domingo, 5 de julho de 2026
ALEIJAR PALAVRAS
Andar à Nora
À procura da Hora
Guiar a Sorte
Até à
Porta da Vida
Empacotar a Flor de Melancolia
Engavetar o Reparador de Mágoas
Sem Rasto na Fila da Desolação
Onde se Esconde o Beijo da Fantasia
& Delicadamente
Aleijar Palavras
,2026Jul_ aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
CÉU DE TRAPACEIRO
Ó deus ou lá como te chamam
Quantas mais vezes
Continuarás a enganar
Aqueles que em ti
Só alcançam a miséria?
Terão sempre o sabor do vidro
As lágrimas em vão derramadas
,2026Jul_ aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
PENSAR QUE ME CONHECES...
Nunca Será Um Bom Começo
Para Uma Qualquer Conversa
Até Porque…
Nós Somos
2
Mascarados
Na
Quermesse
Das
Mentiras
,2026Jul_ aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)




