ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
Pesquisar neste blogue
sexta-feira, 12 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
américa
estás conspurcada de acções
de vitórias fabricadas
de esperanças vendidas
e pelo nojo daqueles
que te amaram
as tuas bibliotecas
cheiram a sangue
( e digo - te desde já
que não existem índios na lua )
74mar.aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
segunda-feira, 8 de junho de 2026
A CADEIRA
Se o universo não fosse adverso e tivesse ao menos uma cadeira decente para assistir ao embargo da ambiguidade eu passaria as manhãs tranquilas ousando acariciar palavras e não recusando o seu real significado.
Se o inverso fosse mais que contrário e coubesse assim no meu imaginário, eu sentado nessa cadeira abençoaria todas as pontes para que a distância não fosse tão presente. Mas sequelas indignas molham-me com suores inflamados e enganadoramente penso que aquela cadeira continua à minha espera.
,2016,04.aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
domingo, 7 de junho de 2026
A4
Às vezes penso que tenho na mão a pedra para acertar naquele mundo sempre tão pequeno que cabe numa folha A4 reduzida à expressão das incapacidades primárias.
Relego as sugestões com alternativas pacíficas, num verde harmonioso com sinal profusamente difundido para ninguém pisar.
Não sou ingénuo!
Mesmo distraído não sou estúpido!
Não repito a asneira!
Não ponho nada no assador onde não possa apartar percevejos julgados mais espertos do que o hipotético mais eficaz dos insecticidas.
Não perco tempo, não creio em fés que não tenham o meu consentimento.
Nem sempre acredito na minha totalidade.
Mas nunca admito outra possibilidade.
Portanto,
não me acordem quando se forem embora.
Prazer em conhecê-los.
Admito que o erro foi meu.
,2016,08aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Relego as sugestões com alternativas pacíficas, num verde harmonioso com sinal profusamente difundido para ninguém pisar.
Não sou ingénuo!
Mesmo distraído não sou estúpido!
Não repito a asneira!
Não ponho nada no assador onde não possa apartar percevejos julgados mais espertos do que o hipotético mais eficaz dos insecticidas.
Não perco tempo, não creio em fés que não tenham o meu consentimento.
Nem sempre acredito na minha totalidade.
Mas nunca admito outra possibilidade.
Portanto,
não me acordem quando se forem embora.
Prazer em conhecê-los.
Admito que o erro foi meu.
,2016,08aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
sábado, 6 de junho de 2026
AINDA HÁ MUITOS POETAS DISTRAÍDOS
Coloco a cabeça no lugar
e perfumo os sovacos como aprendi na televisão.
E num estrugido feito em chama lenta,
salteio palavras que nunca escreverei.
A conexão entre o meu cérebro
e o aparo da caneta, tem muitas vezes falhas no servidor.
Tente outra vez.
Está escrito na mensagem que não solicitei.
Desligue e volte a ligar.
Como se isso fosse fácil.
Mas eu só sou um poeta
sem a mínima ambição tecnocrata.
Não uso máquina de barbear
nem frequento as lavagens automáticas
para aparelhagens dentárias.
Sou mais pela utilização da insensatez
que sabiamente me afasta
das bermas da normalidade.
Bebo pouco zelo no whisky
e amparo o guarda-chuva
para jogar pénis de mesa.
Dobro folhas dos livros
com a pacífica intenção de as violar.
Organizo estes crimes na perfeição
e alfabeticamente desenho um conspirativo manual
cientificamente guardadona prateleira
e perfumo os sovacos como aprendi na televisão.
E num estrugido feito em chama lenta,
salteio palavras que nunca escreverei.
A conexão entre o meu cérebro
e o aparo da caneta, tem muitas vezes falhas no servidor.
Tente outra vez.
Está escrito na mensagem que não solicitei.
Desligue e volte a ligar.
Como se isso fosse fácil.
Mas eu só sou um poeta
sem a mínima ambição tecnocrata.
Não uso máquina de barbear
nem frequento as lavagens automáticas
para aparelhagens dentárias.
Sou mais pela utilização da insensatez
que sabiamente me afasta
das bermas da normalidade.
Bebo pouco zelo no whisky
e amparo o guarda-chuva
para jogar pénis de mesa.
Dobro folhas dos livros
com a pacífica intenção de as violar.
Organizo estes crimes na perfeição
e alfabeticamente desenho um conspirativo manual
cientificamente guardadona prateleira
F, do corredor O, nível D, Sector A.
Por acaso, não tem tido lá grande procura.
Ainda há muitos poetas distraídos.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Por acaso, não tem tido lá grande procura.
Ainda há muitos poetas distraídos.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
A NOITE CAI NESTE MUNDO DESABRIGADO
Que poemas poderei escrever, eu o miserável não arrependido, anónimo sobrevivente desta infâmia incólume, que queima a chuva que agarro com estas mãos prenhes de promessas inocentes. Alguém me valha no meu querer de não me salvar, com que humedeço lágrimas do céu que me agradecem o breve instante do arranhão onde guardo todos os beijos. Que escrevo eu, sonhador de tantos rebanhos? Amai-vos aos poucos com letras de sangue nestas palavras lambidas que escorrem pelo poema. Estado liquido, lacre queimado em todas as vírgulas, seladas gota a gota neste bico de bunsen.
Tenho nas mãos a bíblia da sobrevivência avariada, uma chamada nunca atendida, suspensórios ilusórios e uma fisga sem pontaria, amiga da rota de colisão. Embrulho-me na razão excluída, no hat-trick fora de jogo com trivela mal parida, bandeira ferida e olhos aos molhos vendidos como couves na mercearia onde os nabos não conseguem sacudir a água do capote. Câmara retardada, lente constipada, transformadas em bolas de Berlim, percorrem ano após ano o santuário onde os anjos não querem dormir. Ok, Marta! Já o tenho seguro!
E caminho com um jerrican de 5 litros.
Desculpa, já não me porto como dantes.
Longos dias têm horas indecentes, marés estupidamente teimosas e sonhos banhados em canelas açucaradas. Triste tempero em algodão hidrófilo, só para afinar os ponteiros do relógio que fugiu daquela feira.
Impulsos sonolentos não acordam os obstruídos mentais.
A noite cai neste mundo desabrigado com vidas de partidas choradas.
De nada servem os poemas.
E arrependimentos como habitualmente
sem significado, devem ficar na tecla do voltar atrás, como é nossa usual conveniência. Recostados no controle do saldo do cartão de crédito, amanhã iremos ser de certeza moderados no fútil consumo, respeitando assim um minuto de insolvência.
,2017,mai_.aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)
