ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
PARA QUEM QUER SER FELIZ E NÃO SE LEMBRA
Para quem quer ser feliz e não se lembra,
o manual de instruções para a utilização da imaginação ausente, não funciona.
A felicidade é muitas vezes uma porta que abre ao contrário.
Mentem aqueles que dizem que tem um código secreto.
A felicidade,
A felicidade é muitas vezes uma porta que abre ao contrário.
Mentem aqueles que dizem que tem um código secreto.
A felicidade,
não me levem a mal,
só fica bem como nome de mulher,
embora em ocasiões importantes,
possa ser considerada uma mola preguiçosa.
Dir-me-ão os crentes
Dir-me-ão os crentes
das ingenuidades dos últimos dias,
que isto é uma aleivosia.
que isto é uma aleivosia.
Estúpida mania,
desculpa inábil,
alicerçada na estreita impotência
dos manuscritos dos amores insatisfeitos.
A felicidade nunca poderá ser incomodada por correctores pornográficos.
Bem hajam aqueles que a praticam à mão.
Até mais ver.
A felicidade nunca poderá ser incomodada por correctores pornográficos.
Bem hajam aqueles que a praticam à mão.
Até mais ver.
,2018Fev_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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sábado, 22 de agosto de 2026
PARA QUEM PERDEU UMA COISA LINDA
Já não nos deixam correr na estrada da glória. Passos transviados, cercam esta matança integral,escrita no manual da satisfação dos dias que julgamos, nos agasalham.
Percorro a vergonha dos outros, porque tenho sempre o incómodo de mostrar que não sou igual. E a minha mais pequena diferença, é espezinhada num tribunal, que nada sabe daquilo que sou.
Deita-te a meu lado, espuma que me afaga os dias com salpicos envergonhados numa preia-mar que solfeja o meu viver. Deixa que ame a tua beleza com toda a incerteza que procuro conseguir. Estou aqui nesta chegada sem destino, neste porto escondido, a tricotar meias rotas de toda a esperança. Deita-te a meu lado, aquece este manto de tristeza, e canta-me um sonho qualquer, mesmo que não seja nossa pertença. Encosta o teu pranto ao meu, pinta de outra cor o céu, e devagar, exactamente como se fosse verdade, cheira-me a pele, com aquele olhar que tão bem sabe mentir.
Deita-te ao meu lado.
E porque não fomos a combinação perfeita, promete-me ardilosamente, que não serei acordado com o teu partir.
Deita-te ao meu lado.
A tua ausência já não me perturba.
Percorro a vergonha dos outros, porque tenho sempre o incómodo de mostrar que não sou igual. E a minha mais pequena diferença, é espezinhada num tribunal, que nada sabe daquilo que sou.
Deita-te a meu lado, espuma que me afaga os dias com salpicos envergonhados numa preia-mar que solfeja o meu viver. Deixa que ame a tua beleza com toda a incerteza que procuro conseguir. Estou aqui nesta chegada sem destino, neste porto escondido, a tricotar meias rotas de toda a esperança. Deita-te a meu lado, aquece este manto de tristeza, e canta-me um sonho qualquer, mesmo que não seja nossa pertença. Encosta o teu pranto ao meu, pinta de outra cor o céu, e devagar, exactamente como se fosse verdade, cheira-me a pele, com aquele olhar que tão bem sabe mentir.
Deita-te ao meu lado.
E porque não fomos a combinação perfeita, promete-me ardilosamente, que não serei acordado com o teu partir.
Deita-te ao meu lado.
A tua ausência já não me perturba.
,2018jan_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
ACÇÕES ALHEIAS À NOSSA BOLSA
Morremos sem dar por ela,
ocupados a desentupir um tempo
que nos despeja com acções
ocupados a desentupir um tempo
que nos despeja com acções
alheias à nossa bolsa.
Alinhámos os desejos nas horas
Alinhámos os desejos nas horas
não alcançadas.
Assim se tornam os dias sombrios,
Assim se tornam os dias sombrios,
e usámos o guarda-chuva,
para que as suas lágrimas não nos chorem.
Secámos esta angústia,
Secámos esta angústia,
numa rábula aninhada,
no aparelho do ser condicionado.
Basta ligar o comando.
Seria fácil,
se ele,
por uma vez funcionasse.
2018Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Basta ligar o comando.
Seria fácil,
se ele,
por uma vez funcionasse.
2018Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
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quinta-feira, 20 de agosto de 2026
AGORA NESTE VULCÃO DE LÁGRIMAS
Escrevo-te nas costas meu anjo caído
embora não saiba como fugir
das asas que me mostras.
Riscaste o caminho da ausência prometida
e no sonho que me deves
está escrito a infância que roubaste.
Vozes contam palavras escritas
na parede dos soluços pintados.
Era tão alegre o amor antes do verbo
sem o tempo incondicional.
Lavo os olhos agora
neste vulcão de lágrimas sufocadas
pela pior das ausências.
Diz-me a pele da tua almofada
que não teria de ser assim.
2018Ago_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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