No ninho onde as horas calaram a lembrança
festeja-se o mundo das acrílicas indignações.
E nos murmúrios de poesia,
escritos no mudo pó,
bailam sombras em suaves tons de pesadelo.
O cão solteiro agradece tal descalabro
e brinda atrevidamente à desejada abaladiça.
Na algibeira das sete semanas,
arrependimentos sem efeitos retroactivos,
invocam as almas desocupadas
que albergam as lamúrias da contradição.
Mentes ensebadas acordam o tempo
onde sangram todos os momentos.
O que farei então?
Não te preocupes!
(Segredou a cadela “Nina Simone”,
na ombreira da fábrica, para o cão solteiro).
Quero que saibas que isto nunca será o fim!
Caminhamos na aprisionada vontade do mundo
Que nos Embala Docemente com Nódoas de Escárnio
... Indo devagar não haverá tempo para o chegar.
A bandeira sem cor sorri benevolamente
para tamanha inoperância.
2026Mar_aNTÓNIODEmiRANDA
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