ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
Pesquisar neste blogue
terça-feira, 1 de setembro de 2026
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
TUDO VAI COM OS SONOS (Senhora Isaura_28/05/1926 – 25/08/2026) *5 de Abril.2015. Um dia LINDO! A Senhora Isaura (minha sogra), lendo o m...
Só quero que as minhas lágrimas beijem a sua serenidade.
Não me apetece pensar. Depois morrer, e se possível, sem dar conta. Imaginar! Devagar! Sentar! Exasperar até amolecer a pedra da esperança! Divagar! Ousar! Mentir à crueldade da verdade! Esperar! Cada vez mais distante o tentar! Voltar! Para o nada até acontecer! Diz: vagar! Olhar no sentido ausente! Gritar no ébrio eco! Sentar! Atar! Desatar! Enrolar! Disfarçar! Atender a chamada! Fingir! Tingir o optimismo com disfarces anónimos! Anodizar! Entardecer! Emoldurar! Queimar o tempo que já não nos respeita! Rezar! Pecar! Queimar o prejuízo! Sentar! Sorrir! Quilhar até mais não o lamento entregue pela conveniência do propalado juízo! Apunhalar a puta da sorte que nos pariu! Embebedar a dor com finos repastos de hipocrisia! Juntar! Amolgar! Afiar! Partir! Despedir! Amanhecer depois de morrer! Sair antes do afligir! Erguer o sorriso enfeitado na derradeira palavra! E o adeus tocado na cara para um olhar maior do que a ternura! E a memória a sorrir para disfarçar o chorar! “e um sótão de batatas e uma pipa de vinho e uma pia de azeite e uma queijeira de queijos na vida do Vale Grande”! (assim lembrou a Senhora Odete).
Tudo vai com os sonos!
Nunca me desapontou! Nem um reparo para recordar nos 45 anos de amizade! Claro que para sempre irei chorar a sua partida! Não passo de um simples gajo que tanto aprendeu com a sua sabedoria! E no tempo que abraçamos, mesmo sabendo que o outono fugia das folhas do calendário, tínhamos sempre um cálice de respeito para celebrar tanta cumplicidade! Não se preocupe! Continuarei a cuidar da sua filha! Mais do que uma promessa, para sempre será este, o meu único modo de vida! Esta coisa do tempo acabará por ser uma grade fadigas, e eu que tanto gostaria que o contrário muitas vezes acontecesse! Dispor simpatias na horta do paraíso, apanhar uns regalos na eira das bondades, distribuir afectos no jardim das delícias…como gostaria que por aqui estivesse! Mas, por favor, não ligue ao meu egoísmo! Ambos sabemos que os diamantes não são eternos! Mas, como poderei contrariar esta teimosia de sonhar que continua a exigir que desanque o momento da partida? O Kiko, o nosso cão tão mimado pela sua atenção, manda um abraço! Estará à sua espera! Comprei-lhe uma coleira a condizer com seu sorriso!
Tudo vai com os sonos!
Não ligue a estas lágrimas! Nunca mais aprendo a chorar como deve ser! Que patetice havia de me ocorrer! Que tempo este, minha estimada amiga! As cores estão diferentes! Mas, eu sei que a esperança ainda navega na barca do amor eterno! Aqui sentado na fila da espera, revejo 45 anos! Do cuidado que sempre manifestou para todos aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer! Estou aqui na sua aldeia que tanto gosto! Visto uma tristeza amigável! E a senhora tanto a merece! Obrigado por ser a mão da mulher que tanto amo! Não! Não se trata de pieguice! Por aí fala-se dos dias futuros, mas digo-lhe que tal não passa de uma anomalia gerada por expectativas doentias! Muitas vezes, e lembro-me perfeitamente, nas nossas conversas comentamos essas mentiras!
Tudo vai com os sonos!
Olá!
Estará alguém por aí?
Quebrem-me as correntes da memória!
Ninguém quer saber das ideias que incendeiam o este pensar!
Confortavelmente cínico, um acervo de intenções avariadas, aponta no obituário certidões de ausências! Nada tenho a declarar! Dispenso a oferta dos heróis de banda-mal-desenhada! Nada mais importa! Nada se comparará com você!
Admito que sou aquele cujos sonhos se vão desertando!
Apesar disso, jamais desistirei!
Tudo vai com os sonos!
2026Ago25_Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
terça-feira, 25 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
NO LADO ESCURO DA ESPERANÇA
Que se foda a vida
que sempre me
enganou
Deu-me dias de fome
e horas
prenhas de desencanto
num céu manchado
com as palavras
da vã esperança
que tanto me têm doído
Desenhou chicotes e
lágrimas na lenta
marcha da agonia
E uma canga rezada
no Terço das vergonhas
que sempre me
enganou
Deu-me dias de fome
e horas
prenhas de desencanto
num céu manchado
com as palavras
da vã esperança
que tanto me têm doído
Desenhou chicotes e
lágrimas na lenta
marcha da agonia
E uma canga rezada
no Terço das vergonhas
,2023Ago_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
PARA QUEM QUER SER FELIZ E NÃO SE LEMBRA
Para quem quer ser feliz e não se lembra,
o manual de instruções para a utilização da imaginação ausente, não funciona.
A felicidade é muitas vezes uma porta que abre ao contrário.
Mentem aqueles que dizem que tem um código secreto.
A felicidade,
A felicidade é muitas vezes uma porta que abre ao contrário.
Mentem aqueles que dizem que tem um código secreto.
A felicidade,
não me levem a mal,
só fica bem como nome de mulher,
embora em ocasiões importantes,
possa ser considerada uma mola preguiçosa.
Dir-me-ão os crentes
Dir-me-ão os crentes
das ingenuidades dos últimos dias,
que isto é uma aleivosia.
que isto é uma aleivosia.
Estúpida mania,
desculpa inábil,
alicerçada na estreita impotência
dos manuscritos dos amores insatisfeitos.
A felicidade nunca poderá ser incomodada por correctores pornográficos.
Bem hajam aqueles que a praticam à mão.
Até mais ver.
A felicidade nunca poderá ser incomodada por correctores pornográficos.
Bem hajam aqueles que a praticam à mão.
Até mais ver.
,2018Fev_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
domingo, 23 de agosto de 2026
MERCADINHO DAS NULIDADES
Preconizar?
Não me interessa!
Reconheço, embora com infame dignidade, que a idiotice da horta da suinocultura, cultiva na rotina diária,
a azáfama de entreter futilidades,
tal como aprendeu na taça da engano.
No mercadinho das nulidades,
na hora habitual, alugavam-se efemérides requentadas.
E nas vielas onde se suja a poesia, mal-enjorcados e pingonheiras enfeitadas,
ignoram o acesso vetado às pessoas das mentes banalizadas.
Assiduamente estúpidas e normalmente cretinos, ostentam um desleixado novelo de vaidades.
E nas tardes que tudo prometiam,
com tanta gente no parque,
só se ouvia o som de um glorioso traque.
Com a poesia não se brinca!
(os poetas assim reclamam).
,2026Ago_ Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Não me interessa!
Reconheço, embora com infame dignidade, que a idiotice da horta da suinocultura, cultiva na rotina diária,
a azáfama de entreter futilidades,
tal como aprendeu na taça da engano.
No mercadinho das nulidades,
na hora habitual, alugavam-se efemérides requentadas.
E nas vielas onde se suja a poesia, mal-enjorcados e pingonheiras enfeitadas,
ignoram o acesso vetado às pessoas das mentes banalizadas.
Assiduamente estúpidas e normalmente cretinos, ostentam um desleixado novelo de vaidades.
E nas tardes que tudo prometiam,
com tanta gente no parque,
só se ouvia o som de um glorioso traque.
Com a poesia não se brinca!
(os poetas assim reclamam).
,2026Ago_ Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)

