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quarta-feira, 22 de abril de 2026

HISTÓRIA DO COELHO QUE NÃO CONHECE A ALICE

 


E eu no país já sem maravilhas,

Mato-desato-x-acto-farto de esperar_

Desespero concreto _

Presente mais que deserto 

Movido na sorte moribunda_

Esperança ardilosa_ 

Queda ansiosa para o deus 

Que que só pode oferecer 

O refúgio do medo.

A condição humana 

Frequentemente atravessada 

Por interrogações anormais,

Continua a esperar. 

Mas…

O momento 

É agora.


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DESENHAR A SOLIDÃO NO JOGO DE SOMBRA

 


                                Talvez o Pouco 
                                            Chegasse
                                            Se o Nada 
                                            Bastasse.

                                Talvez o Sonho 
                                            Não Acabasse 
                                Para a Alma Desavinda
                                            Que na Tristeza Existe.

                                Talvez  
                                        O
                                            Abraço 
                                Viesse

Para que a Vida 
Acontecesse.




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PORQUE O MUNDO SÓ ACABA HOJE

 


A manhã acordará como sempre,
abraçada à golpeada esperança.
Não importará nunca a consciência 
depositada num naufrágio não 
reciclável.
O pensar que nos acorrenta, 
é um pesar silencioso,
qual nuvem persistente que subjuga 
a ânsia de gostar.

Somos os maiores 
e nada mais para além disso!

(até porque a realidade que nos palmilha
é infinitamente tacanha
para a importância que vestimos).

Nunca traí a expectativa.
Sismos de esperança,
quando habitarem o estado divinal,
poderão argumentar essa mentira. 
Irei ao fundo do mundo
a não ser que a voz não enlouqueça 
esse caminho  
.




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NÃO ME LEMBRO DE TI MAS ÉS CAPAZ DE TER RAZÃO

 


Estavas magnífico, 
estendido naquela toalha de mármore, 
quando os anjos desceram do hospício 
e autografaram com aplausos, 
a ausência do curioso fantoche. 
(o inútil entregador de condolências).

Lá, no longe de todos os lugares, 
uma cítara apaixonada 
recitava sorrisos embrulhados nos poemas.

E na lonjura da quinta das lágrimas, 
alguém ostentando a safira dos desejos, 
pintava nas nuvens lápides da consolação… 

Em Rilhafoles, 
pássaros dos tristes voos 
espalhavam a notícia:

[ Caixão não vais fugir de mim. 
Serás paixão até ao fim








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terça-feira, 21 de abril de 2026

PÊSSEGAS NA LAVANDARIA

 


Uma matilha de     hot-dogs     esfomeados 
aterrou no balcão     da     hamburgueria. 
Aproveitaram a ocasião 
para uma breve     sessão de Flash Mob
Alfinetes     desinfectados 
picaram entranhas     desafinadas 
perante o inconcebível     espanto 
das testemunhas do senhor     jeová.
Sorrisos escalados     premiaram 
a presença dos peregrinos                                                             da santificação adulterada.
Todos os abrenúncios 
        devidamente benzidos, 
    emporcaram aquele rio, 
    que só queria fugir da maré do azar.
Distante, o céu risca no     sol, 
um alfabeto que     ninguém     lê.
Na lavandaria, 
    pêssegas impacientes, 
lamentam em uníssono, 
                    as cópulas ausentes.






2018Jun_aNTÓNIODEmIRANDA
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ELES NÃO SE IMPORTAM MESMO NADA

 


                                        Se Te Deitas 

                           Com     

                                        Fome

                            Se     Morres 

                            Para     Não 

                                            Acordar



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sábado, 18 de abril de 2026

DESENHAR A SOLIDÃO NO JOGO DE SOMBRA

 



Talvez o Pouco 

Chegasse

Se o Nada Bastasse.


Talvez o Sonho Não Acabasse 

Para a Alma Desavinda

Que na Tristeza Existe.


Talvez se o Abraço 

Viesse

Para que a Vida não 

Chorasse.




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