ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
Pesquisar neste blogue
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
…AMOR ÀS 6 DA TARDE (#LIVRARIA BUENOS AIRES# Editora Tea For One_2015Março)
Ela
Movia-se como um anjo
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Com a face
Bastante rosada
Falei-lhe do
Nevoeiro de Lisboa
Contrastando fortemente
Com o sol radioso de Londres
Ela riu-se
E eu
Perguntei-lhe
Se já tinha visto algum santo
Cortar as unhas.
Chamou-me doido
E foi à casa de banho
Tirar o penso higiénico
Tirei a bota do pé esquerdo
Para ver as horas
Ela, admirada
Perguntou-me porque não usava
O relógio no pulso.
Disse-lhe que não tinha braços.
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Gostas de mim?
Gosto. Porquê?
Ezra Pound é fantástico
Amas-me?
Amo-te. Porquê?
Os Estados Unidos estão em decadência
Queres-me?
Quero-te. Porquê?
Na Rússia não há Páginas Amarelas
Desejas-me?
Desejo. Porquê?
Sou parvo.
Mas
Ela movia-se como um anjo
E dizia que odiava o sistema
Mas prazer e amor
Continuavam a ser esquema.
,76_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
Movia-se como um anjo
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Com a face
Bastante rosada
Falei-lhe do
Nevoeiro de Lisboa
Contrastando fortemente
Com o sol radioso de Londres
Ela riu-se
E eu
Perguntei-lhe
Se já tinha visto algum santo
Cortar as unhas.
Chamou-me doido
E foi à casa de banho
Tirar o penso higiénico
Tirei a bota do pé esquerdo
Para ver as horas
Ela, admirada
Perguntou-me porque não usava
O relógio no pulso.
Disse-lhe que não tinha braços.
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Gostas de mim?
Gosto. Porquê?
Ezra Pound é fantástico
Amas-me?
Amo-te. Porquê?
Os Estados Unidos estão em decadência
Queres-me?
Quero-te. Porquê?
Na Rússia não há Páginas Amarelas
Desejas-me?
Desejo. Porquê?
Sou parvo.
Mas
Ela movia-se como um anjo
E dizia que odiava o sistema
Mas prazer e amor
Continuavam a ser esquema.
,76_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
#LIVRARIA BUENOS AIRES#
Editora Tea For One_2015Março
FISIOTERAPIA
Não me iludo nas explicações que esgotam
horas que escapam e toldam o momento que pensei.
Sou demasiado comparsa da minha perspectiva
& confesso a máxima deferência para este oleado
onde passeiam as minhas vontades.
Escorrego neste bamboar,
passividades que tendo a diluir.
Não mudo nada!
Nem o mais completo de mim.
Sentado neste espaço ocupado tantas vezes
com a ausência, articulo asneiras nesta fisioterapia
amparada por canadianas bêbadas
& cansadas da minha teimosia.
A serenidade passa por vezes galgando o rio,
tão apressada que nem consigo agarrar o seu cheiro.
Tiro os pés do chão só para decorar
esta vela com palavras que um dia
deixarão de me fugir.
,2017fevaNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
ETC...
Se
Eu
Fosse Esperma
Escolheria
O Teu Corpo
Para Navegar.
aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
DIAGNÓSTICOS INDECENTES
Às vezes, isto é, muitas vezes,
canso-me assim.
Como se fosse uma espinha deitada na areia.
Visto a pele do búzio mais parecido
com a desordem do mar.
E conto-lhe histórias de linhas de água,
onde às vezes, isto é, poucas vezes,
mergulho o cansaço.
Atraco o sentimento,
no seixo mais polido
onde às vezes, e não sei quantas vezes,
desenho nas ondas
desalinhados gemidos.
Enredo-me nesta teia
onde chocalha o meu cérebro.
Avisei a Catarina,
a minha médica,
que continuo indisponível
para diagnósticos indecentes.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
canso-me assim.
Como se fosse uma espinha deitada na areia.
Visto a pele do búzio mais parecido
com a desordem do mar.
E conto-lhe histórias de linhas de água,
onde às vezes, isto é, poucas vezes,
mergulho o cansaço.
Atraco o sentimento,
no seixo mais polido
onde às vezes, e não sei quantas vezes,
desenho nas ondas
desalinhados gemidos.
Enredo-me nesta teia
onde chocalha o meu cérebro.
Avisei a Catarina,
a minha médica,
que continuo indisponível
para diagnósticos indecentes.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
ENVIESAVA O DESTINO NA VIA-SACRA
Pensou todo o tempo.
Numa raiz apodrecida e raivosa até mais não, conspurcada por cem anos de solidão.
Como seria levantar-se neste torpedo de pólvora penteado com genuínos golpes de «Pratex» e as mãos cavadas pelo bocejar com que julgava iluminar os dias seguintes?
Não se lembrava da dor mas sentia cada vez mais a lâmina da sua presença.
Enviesava o destino na via-sacra que com ele falava na catedral dos encontros imediatos.
Tanto caminho sem eira nem fim, tanto percalço solitário, tanta paz desalmada, todo o desassossego bebido.
Não há moedas para esta contrição, nem pecados para disfarçar este medo.
Pensou aquele tempo quando as amoras lhe ofereciam os mais puros dos sangues que lhe bebiam a sede.
& Mirando estrelas curiosas que só queriam a sua amizade, por vezes chegava a pensar que afinal tinha existido.
2017fevaNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)



.png)