Colamos na alma os dias luminosos das histórias que amamos.
A morte fica-lhes tão bem.
Do outro lado do mundo se não morres na morte padeces na sorte.
Nunca tão tristes viram estas mãos nuas sobre a terra sangrenta.
Gostaria que por vezes as palavras não cultivassem o condão da mentira.
Cavalgo um catavento misericordioso sempre pronto a fugir do anseio
qual rio de geleia esfregando as mãos no monte dos desperdícios.
Como confortar o furacão que navega na horta dos desejos, desobedecendo às amarras do tempo chorado?
Alguém viu o bando de espermatozóides desempregados apanhado a vender preservativos empolgados à porta da Oficina dos Poemas para celebrar práticas emocionais?
E, no armário dos sorrisos, esconde-se a enciclopédia dos maus feitios.
O falsário das indicações não recicladas, (divinamente autografadas em claro respeito pelos Presentes_E_Ausentes), encomenda ao CriaMor 3 certificados sermões na brasa.
Para que saibam, não estive lá.
Alguém fugiu do paraíso.
Cada vez tornam -se mais raros os sinais da inteligência.
Também já não se aplaude sabiamente.
Um fantasma voando na nuvem de algodão oferece uma temática inoperante. Bactérias disfuncionais habitam o corpo em adiantado estado de desilusão, piscando olhares apodrecidos.
Lentamente vai-se finando a esperança.
O relato do passado magoado obrigado a mentir, destila à toa palavras da sorte. Apaixono-me de cada vez que aqui estendo o olhar.
Um grito gourmet sem gorjeta aparecida.
O sorriso sonolento acena a um cais moribundo com a previsão do boletim neurológico.
E um calendário ruinoso dirige o tempo assassinado, para que o sangue oculto numa esquina discreta, aplauda a magnífica derrapagem da maldade da glória sem corrigir o inquieto adormecer.
Até porque engomar pesadelos é a desculpa sem futuro.
E assim se edifica
A miserável Comédia Da Vida.
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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