Se a voz fosse escrita
Para que a vontade deixasse a esquisitice
Se o futuro não fosse intrujice
Quando o presente fugisse
Até “ao resto que se lixe”
Talvez a verdade
Não fosse lá grande chatice
E, se o céu não fosse redondo,
Onde se esconderiam tantas mentiras?
Toda a gente,
E eu também não,
Pensa no verbo que não prescreve
O tempo
Esse infindável rolo de papel higiénico
Ilustrado pelos filósofos da eucaristia domesticada, tenta animar
uma Desleixada conveniência
Está na hora de mandar enterrar
Os acertos do relógio
Eu fico-me pelos restauros
Dos conselhos sem conserto.
2026Ago29_Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
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