ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
NUNCA VOS PROMETI A AUDÁCIA DA PERFEIÇÃO
Abro a mala e começa a vida.
A utopia nunca apareceu.
Olá colapso celestial!
Imaculada seja a ignorância das ideias cozidas, na cabeça desolada por avenças previamente alojadas nas mais bentas nuvens de medronho.
Cansado de não encontrar a minha natureza
alvejo o homicídio do voo da liberdade enquanto a inteligência acamada na taça dos sortilégios baptiza a idade da inútil aflição.
Adoro este mentir e o seu doudo abraço à tenda das contradições suavemente pornográficas.
MAS, NUNCA VOS PROMETI A AUDÁCIA DA PERFEIÇÃO
Como gostaria de saber as coordenadas
para me sentir um arco-íris!
Cuidado!
Há por aí algumas vertigens
com origem não alucinogénia duvidosa.
Aqui, a matutar no cadafalso das preces desajeitadas,
mais uma vez afirmo:
NUNCA VOS PROMETI A AUDÁCIA DA PERFEIÇÃO
E no abraço que entrega a morte, ao instante do prenúncio sem norte onde caberiam expectativas nunca velhacas,
um feitiço adolescente pendura na cancela da fronteira do absurdo,
abrenúncios penhorados.
CONTUDO, NUNCA VOS PROMETI A AUDÁCIA DA PERFEIÇÃO
Não busco a coerência da lógica
nem admiro elencos instruídos.
Fico-me pelo baile não atrapalhado
dos guerreiros da revolução não conivente.
Devastação crónica.
Panfleto avulso avesso à indigna celebração.
Aterro de fingimento, a desta reputação enlatada.
Fecundo a pompa com furor num esboço de conveniência maltratada.
A hipótese nefasta desenha na insignificância convincente manifestações hostis,
enquanto a mendiga radicalidade anseia por um qualquer perdão falsificado.
Pensaste que absolveste a besta que exibe desavergonhadamente
uma sarna sempre à mão, fatalmente carregada de religiosos propósitos.
Triste ementa te escreveram
.
TODAVIA NUNCA ME PROMETI A AUDÁCIA DA PERFEIÇÃO
2025Fev27_aNTÓNIODEmIRANDA
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
FORA DO SONHO NEM SEMPRE VIVE A VERDADE
Colamos na alma os dias luminosos das histórias que amamos.
A morte fica-lhes tão bem.
Do outro lado do mundo se não morres na morte padeces na sorte.
Nunca tão tristes viram estas mãos nuas sobre a terra sangrenta.
Gostaria que por vezes as palavras não cultivassem o condão da mentira.
Cavalgo um catavento misericordioso sempre pronto a fugir do anseio
qual rio de geleia esfregando as mãos no monte dos desperdícios.
Como confortar o furacão que navega na horta dos desejos, desobedecendo às amarras do tempo chorado?
Alguém viu o bando de espermatozóides desempregados apanhado a vender preservativos empolgados à porta da Oficina dos Poemas para celebrar práticas emocionais?
E, no armário dos sorrisos, esconde-se a enciclopédia dos maus feitios.
O falsário das indicações não recicladas, (divinamente autografadas em claro respeito pelos Presentes_E_Ausentes), encomenda ao CriaMor 3 certificados sermões na brasa.
Para que saibam, não estive lá.
Alguém fugiu do paraíso.
Cada vez tornam -se mais raros os sinais da inteligência.
Também já não se aplaude sabiamente.
Um fantasma voando na nuvem de algodão oferece uma temática inoperante. Bactérias disfuncionais habitam o corpo em adiantado estado de desilusão, piscando olhares apodrecidos.
Lentamente vai-se finando a esperança.
O relato do passado magoado obrigado a mentir, destila à toa palavras da sorte. Apaixono-me de cada vez que aqui estendo o olhar.
Um grito gourmet sem gorjeta aparecida.
O sorriso sonolento acena a um cais moribundo com a previsão do boletim neurológico.
E um calendário ruinoso dirige o tempo assassinado, para que o sangue oculto numa esquina discreta, aplauda a magnífica derrapagem da maldade da glória sem corrigir o inquieto adormecer.
Até porque engomar pesadelos é a desculpa sem futuro.
E assim se edifica
A miserável Comédia Da Vida.
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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SÓ ESTOU Á ESPERA DA CHEGADA
Como uma nuvem abençoando a chuva no lamento de todos os golpes, choro na alma as vozes que mataste.
E os algozes que louvaste?
Dos ideais que enterraste nem ouso escrever.
E os gritos que calaste?
É urgente que nos deixemos de conhecer.
Há muito que deixei de acreditar nas portas douradas do paraíso.
Respeitei apenas a advertência da minha salvação emocional.
Cá se fica enviuvando a morte em vivos soluços.
Ninguém se importa com os olhares que gritam o dorido destilar das memórias numa qualquer sargeta,
como se fosse obrigatória a tristeza.
E assim, na penumbra da inocência
sacode-se o nojo que envenena a vontade.
A vida só queima o tempo.
como se fosse obrigatória a tristeza.
E assim, na penumbra da inocência
sacode-se o nojo que envenena a vontade.
A vida só queima o tempo.
E os murmúrios do silêncio serão para sempre a única a verdadeira possibilidade.
(as estátuas há muito que deixaram de ouvir o nosso cumprimento).
(as estátuas há muito que deixaram de ouvir o nosso cumprimento).
Jaz a vida num cabaz agonizante.
Nada para ver.
É tudo tão diferente do que se tenha
imaginado.
E agora que as horas sumiram,
onde será punido o desalento?
A duas linhas paralelas
nem sempre se poderá resistir
à beleza do seu convite.
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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CONVERSAS FORA DO RETRATO
Por vezes chora-se fora dos olhos
a procura de um qualquer sorriso.
a procura de um qualquer sorriso.
E será na moldura das emoções
que se espera o aconchego do carinho.
Entre o céu e eu
o que de nós não ardeu?
Nada combinou no roto alforge
da verdade.
Acende-se o fósforo
mesmo sabendo da pequenez da sua
duração.
Não ligues às almas da Má-Língua.
Até porque…
Desgostos não se discutem.
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CANÇÃO PARA O DESTINO SEM AMANHÃ
No céu ou na terra,
desde que não sejam estes
os habituais lugares
Sonho num oásis assombrado,
onde ontem e depois do antigamente
nada de novo aconteceu
Ó rainha de todas as imaginações
que me consomem,
porque
te deitas com o afago
que me matou?
2026Fev_aNTÓNIODEmiRANDA
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DE VOLTA À JANELA DO SONHO
Abrigar-me na mente abençoada
por acordes em permanente
Harmonia
por acordes em permanente
Harmonia
Chafurdar o desalento
na marmita das
Contemplações
Afogar as falas da ausência sem fim
E no intrometido bónus do beco
das maldades
Reparar o futuro com ampolas de
Reparar o futuro com ampolas de
coragem
Até porque…
Esperar que aconteça
Nunca será um bom
Remédio
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