Agora, aqui estatelado na face oculta do cochichar, a abrir o cofre das menções esquisitas, tão húmidas como a fuligem das gargalhadas molhadas num “champagne” a enganar o requinte da preguiça, revejo sem qualquer emoção o protocolo dos afectos trocados.
Qual alma fácil embrulhada em lágrimas menstruadas à mercê de uma palavra-chave sem jeito para mentir. Uma aranha coze a teia num atrevido cenário para o concerto das musas do Motel X.
Bukovski convidou-me, mas amigavelmente ficamos por uma partida de Bourbon, sem tragos de batota. Os dias ficam difíceis nestas horas corriqueiras, e, nada mais nos resta do que contemplar o fluxo do mijo no doce remanso da retrete. E a vida vai acontecendo, sempre que o carteiro não se engane na morada. Lá fora, no caminho que a desencontrou, a harpa da glória invade o hospício dos anjos com arpejos de alegria.
Na pousada dos sacrifícios sem maldade, Jesus acabado de sair da casa de correcção,
no amparo de muletas de chocolate, tenta vender “trips” de bondade ao preço de saldos de ocasião.
(A ASAE ainda não era nascida).
Mas, de regresso à concha das enganos,
um cauteleiro disfarçado de Boney M, lambia os únicos e verdadeiros tomates do Rasputin.
Não manifestei qualquer interesse.
Entretive-me a ouvir “25 or 6 to 4”, dos Chicago Transit Autority.
Bebi mais uma gota e, eis senão, o Ray Davies acenou-me com a “Lola”.
Sou mesmo sentimentalão!
E, claro, não resisto a tanta consideração…
Gosto desta viagem! Telefonei ao Country Joe McDonald para esperar por mim.
Ele sabe o quanto aprecio a “I Feel-Like-I'm-Fixin'-To-Die Rag”.
E acerca da Grace Slick?
“Somebody to love”…
Ainda hoje espero resposta…
A minha liberdade viaja num vagão com paragem em todas as ilusões. Não sou de invejas. Uma respeitadora troca de ideias, toma conta desta vida cada vez mais trilhada. Desculpem-me! “Born to be wild” está a bater à porta com um especial abraço dos Steppenwolf. Ele há momentos assim!
Oh! Oh! Richie Havens, lá do paraíso enviou um bilhete-postal com a mais linda das palavras: