ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
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sábado, 1 de agosto de 2026
sexta-feira, 31 de julho de 2026
ELEGIA A JACK KEROUAC (12 Março 1955 - 21 Outubro 1969)
FELLINI VIVIA FELIZ!
um barco roubou-me os cordões
com medo de ser atracado. ...
Depois veio uma onda revoltada
que leu num jornal mentiroso uma notícia atrasada.
O marujo acima e abaixo do seu mastro sujo
fingia que via o tejo ocupado.
Chamaram a rota,
desenharam o comandante
e no lastro do navio já perdido
um leme ferido
abandonava um grito onde se ouvia:
Voglio una donna.
Fellini vivia feliz!
Na sua "Cidade das Mulheres"
a "Julieta dos Espíritos",
tinha sempre um 8 ½ para o mimar.
,2016,03aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 30 de julho de 2026
ELEGIA DO ESTAR QUE ENTORPECE
Dá
Vida
Ao
Tempo
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BANDEIRAS ROTAS
Depois apareceu a fónix renascida, fala da treta, alpista fumada, bosta multifacetada em elogios mais mentirosos, do que a minha autobiografia sem nexo.
Por favor, não abalem o flirt do perdedor.
Ele só nos quer amaciar, neste composto de nódoas sem fim à vista.
Eu desconfio, e sempre, daqueles que se embrulham em bandeiras rotas.
2018Abr_aNTÓNIODEmIRANDA
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quarta-feira, 29 de julho de 2026
CREIO
Acredito na salvação. Não na minha, pois não tenho interesse nisso. Creio em tudo o que não me perturbe, em certas bondades infectadas nos cabides que amparam a cerca das felicidades vindouras. Nas ideias inúteis deitadas ao abandono. Em solidões choradas nas bag in box 5lts, com origem nas regiões das carícias nunca encontradas. Creio nos lugares que enganam certos passos, na bíblia sagrada escrita pelos pastores da noite, que ainda esperam núpcias prometidas, no não sentido das coisas verdadeiramente importantes, na redundância das hipóteses não concordantes, e no vazio que não queima o significado dos instantes atrevidos. Acredito no ouro que marca a pele, no sorriso sem palestra e nas intenções não pacíficas. Creio algumas vezes em mim, claro está, nem sempre até ao fim. Creio na tolerância da intolerância, na alquimia, nunca em demasia, e sobretudo em qualquer perspectiva anacrónica que não infecte excessivamente a minha cronologia.
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