ON THE ROAD
Poesia. Blues . Arte Moderna e Contemporânea. Encontros.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Café dos Poetas #44 "Os Poetas de Oeiras" 29/10 quinta-feira, 29 de outubro 21:30 - 22:30 Convidados: com m.parissy, António de Miranda, Manuela Caeiro e Luís Bastos (clarinete) O Café dos Poetas regressa ao Templo da Poesia para uma sessão dedicada às vozes e à produção literária que habita e cruza o concelho de Oeiras. Entre a tradição poética e a escrita contemporânea, esta edição celebra a palavra escrita e dita por autores ligados ao território, explorando as múltiplas linguagens, temas e sensibilidades que alimentam a poesia local. Numa noite de partilha, conversa e leituras, olhamos para a criação poética em Oeiras não apenas como uma geografia, mas como um ponto de encontro de ideias, memórias e novas correntes literárias.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
ALGUÉM MATOU A COCA-COLA
Não sei se já passa da ½ noite, numa página qualquer de Garcia Marquez. Que conversa terei na catedral, eu que só pretendo ilustrar fins-de-semana alucinantes. Estou usado sem a esquisitice ridícula de pretender ser jovem.
Engodo esta convicção com a cabeça de Alfredo Garcia e quero abraçar o Woody Allen para continuarmos a acabar de vez com a cultura. A Sandra dá-me gins muito engraçados e nas conversas com o Senhor MM dirigindo-se aos humanos, molhamos sempre novos contos. Ary, o infiel mais religioso, abre-nos a porta do botequim e fala-nos que a solidão fica menos só, quando é regada com a melhor das amizades. Tenho boas ideias, escritas com uma pistola saída do inimigo público, e a total garantia que desta vez não haverá chuva. Alguém matou a Coca-Cola e foi comemorar com os outros bons malandros.
Para terminar, comecem sempre a noite com as visitadoras do senhor Pantaleão.
… E já agora, façam o favor de ignorar qualquer pretensa sensatez nesta minha recusa de ser aquilo que não quero.
2016,11aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
SEPULCRO DA ESPERANÇA ASSASSINADA
Nada
Mais
Há
Para
Morrer!
GAZA
Lembrem-se
de
nós
,2025JANEIRO_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
poemanaalgibeira.blogspot.com
AMOR EM CUVETES
porta-a-porta, com a garantia intrínseca
da entrega com um prazo máximo de 24 horas....
Gosto de me permanecer assim
e atrasar o cancelamento dos voos
que nem sequer me tiram do lugar.
Não pretendo indemnização aérea
pelo aparecimento da minha ausência.
Desfilo a debilidade
em espirais de esparguete
numa permuta vazia
onde grelho chuvas de estrelas
com bikinis polidos
num sexo sem intenção.
Limpo assepticamente outras mãos
sujas de tanto perdão consumir.
Ignoro a tradução automática
que lençóis em louco frenesim
tentam oferecer-me.
Limo os calcanhares
com uma lixa mais gasta
do que a minha intenção de viver.
Ajeito o amor nas cuvetes.
Tento estar preparado
para a inevitabilidade de certas ocasiões.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmI
poemanaalgibeira.blogspot.com
AS PORTAS DE ABRIL QUE SE FECHARAM
Gostaria que estas palavras não tivessem o sabor de uma esperança agredida.
Gostaria que o direito á diferença não fosse uma situação ocasional.
Gostaria que o respeito fosse uma opção institucionalizada.
Gostaria que a utopia fosse uma ideia minimamente aceitável.
Sobretudo gostaria que as pessoas não tivessem a necessidade constante de continuarem a ser enganadas.
Porque:
As portas existem para serem abertas.
As portas fechadas são sempre ideias erradas!
Nunca negarei aquilo que valho, porque o que sou não será nunca o vosso número preferido
& ninguém terá de ser um mero assistente operacional.
Não me transformem num assassino!
Por muito que queiram, não matarei nunca esta intenção:
continuo a alimentar a esperança possível e garanto-vos que a vossa imbecilidade jamais condicionará a minha vontade.
SEI AQUILO QUE QUEREM!
Mas...
não é culpa minha se a vossa realidade me constrinja a fazer guerra a tanta maldade.
Pois é...
Não vemos o mesmo filme | Não lemos o mesmo livro | E o vosso diccionário continua a dar um significado MENTIROSO (da vossa errada conveniência), das palavras mais importantes.
TANTA BOMBA MAL CAÍDA!
2014abr12_aNTÓNIOdemIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
ALLEGRO MA NON TROPPO
Ajeitou a coroa
e avulso cumprimentou os servos
com uma sinalética surfista.
O sufrágio devidamente gelado no "frapé",
aguardava o fondue de oboés caramelizados
e um "allegro ma non troppo" narcotizado
por adágios psicossomáticos com cobertura de glacé.
O maestro especialmente convidado para a soirée,
pediu a casaca emprestada,
o que fazia dele um simpático pinguim.
Bodas de fígado e canja "à la plancha",
completavam este menu servido
entre o "andante" e o "moderato".
O chef pendurado no galho da árvore,
assistia honrado e feliz
a esta maravilha da ciência.
e avulso cumprimentou os servos
com uma sinalética surfista.
O sufrágio devidamente gelado no "frapé",
aguardava o fondue de oboés caramelizados
e um "allegro ma non troppo" narcotizado
por adágios psicossomáticos com cobertura de glacé.
O maestro especialmente convidado para a soirée,
pediu a casaca emprestada,
o que fazia dele um simpático pinguim.
Bodas de fígado e canja "à la plancha",
completavam este menu servido
entre o "andante" e o "moderato".
O chef pendurado no galho da árvore,
assistia honrado e feliz
a esta maravilha da ciência.
Discursos, só com a eloquência
de um qualquer "cantabile".
de um qualquer "cantabile".
,2016,06.aNTÓNIODEmIRANDA
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