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quarta-feira, 4 de março de 2026

UMA FEIRA POPULAR NO MEU DESERTO - 71

 


                    Gostava de ir ao destino para ter outro nascer sem esta apoquentada mania de pensar o viver. 
                    Triste coisa desatinada no já longo morrer porque neste desassossego deitado na cama do medo, 
já não se esconde a chama da tranquilidade.
                    Dizem saber o caminho, 
mas ninguém o quer mostrar. 
                    Os sons à volta, sem nada para dizer, voam no suor batendo à porta, 
como quem chama por mim.
                    Despedir o destino sem desculpas para escrever, talvez falar no adeus do tempo que me faz sofrer, e navegar em qualquer nuvem, não importa o lugar, para nos versos do poeta, descansar o meu achar.
                    Porque a vida vai indo nos soluços deste apressado tropel.
                    Depois seria fácil anavalhar o convite do céu.

(Estás sempre a brincar)!

          Por uma vez gostaria que isso fosse verdade.

O nojo está no ninho!

Podes cá vir…


2026_3Mar_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com


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