2025Jul_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
E eu no país já sem maravilhas,
Mato-desato-x-acto-farto de esperar_
Desespero concreto _
Presente mais que deserto
Movido na sorte moribunda_
Esperança ardilosa_
Queda ansiosa para o deus
Que que só pode oferecer
O refúgio do medo.
A condição humana
Frequentemente atravessada
Por interrogações anormais,
Continua a esperar.
Mas…
O momento
É agora.
Se Te Deitas
Com A
Fome
Se Morres
Para Não
Acordar
Talvez o Pouco
Chegasse
Se o Nada Bastasse.
Talvez o Sonho Não Acabasse
Para a Alma Desavinda
Que na Tristeza Existe.
Talvez se o Abraço
Viesse
Para que a Vida não
Chorasse.
Às vezes
Não Me Apetece
Nada.
&
Isso É A Coisa
Mais Importante
Que Quero
Fazer
Estamos cá
para o que Der
e Vier!
(desde que o
que For
Seja
Infalivelmente
Bom)
Um
Poema
À
Noite
É
Melhor
Do
Que
Um
Açoite
Só espero que me compreendas
nos momentos em que não me
entendo.
Que me elucides
a ilusão
das palavras
que teimo dissimular.
Porque
tu sabes
que tenho horas tristes
nos sonhos esquecidos
chorados nas madrugadas
vermelhas.
Se isto fosse um poema, beijava a oração do descrédito dos poetas do fim do longe. Enlatava os erros de palmatória, queimava a tristeza absurda que assola as perspectivas e barrava todos os naufrágios deste mar que só lavra a terra do desperdício. Se isto fosse um poema, as horas que me roubam teriam outro tempo e a exactidão dos ponteiros não se aproximaria tanto da fatalidade. Se isto fosse um poema, não teria nojo de toda esta mentira, que tudo me tira nestes dias cortados em fatias envenenadas. Se isto fosse um poema, não lamberia esta gelatina de destroços que me congela os ossos em alguidares de menosprezo. Se isto fosse um poema, queimava o mundo que me vira as costas e a dignidade significada em formas de postas, que me oferece a mais pobre afinidade. Se isto fosse um poema, não seria menos que o resto, e o que de mim dizem faltar, oferecido em festins nus numa festa definhada. Se isto fosse um poema, diria que ler certa poesia, é por vezes um hobby nojento. Se isto fosse um poema, na sombra da árvore sagrada dos versos, sentir-me-ia existir agradecido às folhas que pousavam no meu firmamento, pintava assim as horas amigas, soletrando prazeres com abraços de poetas companheiros, que pisam o mesmo chão.
Até que a sorte nos separe
Diziam um para o outro,
Relegando a morte
Para segundas núpcias
Adormecer
No
Teu
Epitáfio
E
Desligar
o
presente
Se o amor te engana
É porque existes.
Será esta a única razão
Para não o difamares.