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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
TUDO VAI COM OS SONOS (Senhora Isaura_28/05/1926 – 25/08/2026) *5 de Abril.2015. Um dia LINDO! A Senhora Isaura (minha sogra), lendo o m...
terça-feira, 25 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
NO LADO ESCURO DA ESPERANÇA
que sempre me
enganou
Deu-me dias de fome
e horas
prenhas de desencanto
num céu manchado
com as palavras
da vã esperança
que tanto me têm doído
Desenhou chicotes e
lágrimas na lenta
marcha da agonia
E uma canga rezada
no Terço das vergonhas
,2023Ago_aNTÓNIODEmIRANDA
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PARA QUEM QUER SER FELIZ E NÃO SE LEMBRA
A felicidade é muitas vezes uma porta que abre ao contrário.
Mentem aqueles que dizem que tem um código secreto.
A felicidade,
Dir-me-ão os crentes
que isto é uma aleivosia.
A felicidade nunca poderá ser incomodada por correctores pornográficos.
Bem hajam aqueles que a praticam à mão.
Até mais ver.
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sábado, 22 de agosto de 2026
PARA QUEM PERDEU UMA COISA LINDA
Percorro a vergonha dos outros, porque tenho sempre o incómodo de mostrar que não sou igual. E a minha mais pequena diferença, é espezinhada num tribunal, que nada sabe daquilo que sou.
Deita-te a meu lado, espuma que me afaga os dias com salpicos envergonhados numa preia-mar que solfeja o meu viver. Deixa que ame a tua beleza com toda a incerteza que procuro conseguir. Estou aqui nesta chegada sem destino, neste porto escondido, a tricotar meias rotas de toda a esperança. Deita-te a meu lado, aquece este manto de tristeza, e canta-me um sonho qualquer, mesmo que não seja nossa pertença. Encosta o teu pranto ao meu, pinta de outra cor o céu, e devagar, exactamente como se fosse verdade, cheira-me a pele, com aquele olhar que tão bem sabe mentir.
Deita-te ao meu lado.
E porque não fomos a combinação perfeita, promete-me ardilosamente, que não serei acordado com o teu partir.
Deita-te ao meu lado.
A tua ausência já não me perturba.
,2018jan_aNTÓNIODEmIRANDA
ACÇÕES ALHEIAS À NOSSA BOLSA
ocupados a desentupir um tempo
que nos despeja com acções
Alinhámos os desejos nas horas
Assim se tornam os dias sombrios,
Secámos esta angústia,
Basta ligar o comando.
Seria fácil,
se ele,
por uma vez funcionasse.
2018Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
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quinta-feira, 20 de agosto de 2026
AGORA NESTE VULCÃO DE LÁGRIMAS
Riscaste o caminho da ausência prometida
Vozes contam palavras escritas
Era tão alegre o amor antes do verbo
Lavo os olhos agora
Diz-me a pele da tua almofada
que não teria de ser assim.
2018Ago_aNTÓNIODEmIRANDA
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
AINDA SOBREVIVO
É só para lembrar
que ainda sobrevivo
2018Abr_aNTÓNIODEmIRANDA
terça-feira, 18 de agosto de 2026
CLOSE UP (um tal crucificado)
& há gajos que teimosamente continuam à espera,
Não fiques preocupado!
Não estou vocacionado para pintar o teu lugar.
Tanta festa em tua memória,
Por vezes, vejo-te em filmes, mas,
Estamos em prateleiras diferentes.
De qualquer forma,
agradeço-te o menosprezo
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
P.
Já não posso sofrer por ti
Só tive aquele tempo
Não me deste o momento
Para aquilo que te prometi.
Do resto fica o desejo
O adiado beijo
A ideia em flor
E a triste intenção
Que o medo matou.
Ai meu amor
O que eu faria por ti
Se me tivesses dado o tempo
Ou apenas o momento
Para o sonho que não vivi.
Ai meu amor
O que eu não fiz por ti
Mas não tive o momento
Nem sequer o tempo
Na vida que morri.
Que não me deste o momento
Ficará o lamento :
Tu sabes que não te menti.
jun2010 aNTÓNIODEmIRANDA
domingo, 16 de agosto de 2026
AMAR A POESIA NOS SOLUÇOS DA MEMÓRIA
Eu e a cabeça fora de mim
oferecendo lágrimas limpas
ao apressado lavrar do tempo.
Não precisamos de Pátrias
para salvar o lugar que amamos.
E na casa dos sonhos por nascer,
para sempre será proibido
beijar a posteridade.
E no adeus das palavras escondidas,
a mais ousada intenção
repousa no comprimido oferecido
pela simpatia do poema.
Até porque na última noite
abracei um poeta.
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COMO VELAS ACESAS ACARICIANDO O VENTO
Na falésia das ideias
Despe-se a vida
No lento caminhar
Fora das vistas da crueldade do tempo
Nas asas de Ícaro
Deveria assim ser amada toda a tristeza
Porque a vida
Mesmo fora do sonho
Nunca será para ser morrida
E, na serenata das saudades
Jamais serão admitidos queixumes.
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CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
O velho caminho já não me acompanha ao bar.
As palavras estão difíceis.
O momento tarda em chegar,
e a chuva que molha o pára-brisas da bondade
já deixa no patamar da possível esperança aplausos falseados.
Flores desfalcadas regam a varanda dos despojos.
Um céu vazio diz que me espera.
Depois desta farsa quem mais poderei assassinar?
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
Mas não sei onde se apagaram os sonhos ou em que feira foram lembrados.
Esse lugar não existe, assegura o relato do tempo não ardiloso.
Assim desce a vontade até ao fim do coração no desencontro inacabado.
A misericórdia é a mais cruel das lisonjas.
E ele disse" o paraíso não passa de uma promoção mentida em primeira mão.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
De joelhos não contes que apareça.
Mesmo no fim (cada vez mais repetido), sempre foi deste modo que mantive a esperança nesta vivida e (nem sempre apetecida) espera.
O miar do gato malvado amorosamente assanhado pousou no focinho e pintou na alma a acalmia que julguei não possível.
Agora sou um patudo orgulhoso que nunca se esquece de virar as folhas que sobram deste calendário.
A alegria continuará a ser para todo o sempre aquela pedra rolante cuspindo no recanto da miséria.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
O que de mim gostava foi para a enfermaria das palavras cruzadas.
Os lábios escorrem as memórias na areia, onde envergonhados, os nomes, procuram a fuga possível.
Asas bonitas vestem combinações da boa-esperança confortando o abrigo da almejada possibilidade, enquanto pássaros solidários ensaiam um hipotético bailado, para que a tristeza finalmente não se torne a mais fértil certeza.
Mas neste defunto mundo a única verdade apodrece numa retoma em permanente leilão.
Toda a gente chora nas infinitas traições entregues “à la minuta”.
Prédicas erguidas para o mais sangrento dos deuses pasmam no hipócrita consternação dos "inocentes".
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
Quem poderá respeitar as bombas que lhes vendemos?
A covardia será sempre um acto que jamais se cansa de ser celebrado.
Ó vida, dizes por aí que o "show" não pode parar.
Até porque a humanidade cedo demais assassinou o respeito que nos é devido.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
Como se uma tempestade acampasse no meu travesseiro e o sono que dela fugiu escrevesse acenos obscenos na agenda do despertar.
Não!
Não preciso de outra Ressurreição!
(Já tenho o “GPS” do paraíso artificial).
Olá!
Há por aí alguém que não me conheça?
Nosso Senhor!
(Malvado insidioso).
Que pena tenho que isso aconteça.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA
E neste sentir demasiado cansado a procurar o botão do autoclismo, benzo sermões fictícios.
2025Fev05_aNTÓNIODEmIRANDA
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(Começado a ser escrito em Fev01 , durante um concerto na Fábrica de Alternativas_Algés)
NA VARANDA DOS OCASOS
,2024Set03_Vila Chã _aNTÓNIODEmIRANDA
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O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA ILUSÃO
2026,Ago_aNTÓNIODEmiRANDA
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sábado, 15 de agosto de 2026
CONSTATAÇÃO DA IMPOSSIBILIDADE
Hesito sempre entre o que quero
e aquilo que esqueci,
que muito queria.
Não é falha de memória.
Trata-se unicamente
da constatação da impossibilidade.
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AUTO-ESTRADA ‘64 ( para Foguito, o cão que mijou nas botas da tropa.’76)
,1976_aNTÓNIODEmIRANDA
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
BANALIDADES DE BASE
Há quem goste
&
Ache piada
Eu
Nunca Consegui
Estimar
Uma Mente
Menstruada
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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
GURU PSICADÉLICO
um cometa com almas
coradas de fresco.
E,
no refugo das asas esquecidas
do crivo do tempo,
afogam-se desejos
brindados por um Gel Mental,
fiel patrocinador das virtudes
inacabadas.
,2026Ago_ aNTÓNIODEmiRANDA
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VERDADE DE LA VALISE
Não Sei
Se Irei
Mas Se
For
Lá Estarei
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…AMOR ÀS 6 DA TARDE (#LIVRARIA BUENOS AIRES# Editora Tea For One_2015Março)
Movia-se como um anjo
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Com a face
Bastante rosada
Falei-lhe do
Nevoeiro de Lisboa
Contrastando fortemente
Com o sol radioso de Londres
Ela riu-se
E eu
Perguntei-lhe
Se já tinha visto algum santo
Cortar as unhas.
Chamou-me doido
E foi à casa de banho
Tirar o penso higiénico
Tirei a bota do pé esquerdo
Para ver as horas
Ela, admirada
Perguntou-me porque não usava
O relógio no pulso.
Disse-lhe que não tinha braços.
Levei-a ao restaurante chinês
E comemos amor.
Gostas de mim?
Gosto. Porquê?
Ezra Pound é fantástico
Amas-me?
Amo-te. Porquê?
Os Estados Unidos estão em decadência
Queres-me?
Quero-te. Porquê?
Na Rússia não há Páginas Amarelas
Desejas-me?
Desejo. Porquê?
Sou parvo.
Mas
Ela movia-se como um anjo
E dizia que odiava o sistema
Mas prazer e amor
Continuavam a ser esquema.
,76_aNTÓNIODEmiRANDA
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#LIVRARIA BUENOS AIRES#
Editora Tea For One_2015Março
FISIOTERAPIA
,2017fevaNTÓNIODEmIRANDA
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ETC...
Se
Eu
Fosse Esperma
Escolheria
O Teu Corpo
Para Navegar.
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DIAGNÓSTICOS INDECENTES
canso-me assim.
Como se fosse uma espinha deitada na areia.
Visto a pele do búzio mais parecido
com a desordem do mar.
E conto-lhe histórias de linhas de água,
onde às vezes, isto é, poucas vezes,
mergulho o cansaço.
Atraco o sentimento,
no seixo mais polido
onde às vezes, e não sei quantas vezes,
desenho nas ondas
desalinhados gemidos.
Enredo-me nesta teia
onde chocalha o meu cérebro.
Avisei a Catarina,
a minha médica,
que continuo indisponível
para diagnósticos indecentes.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
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ENVIESAVA O DESTINO NA VIA-SACRA
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BULIMUNDO (Para o Alexandre Neves, o músico no restaurante TAMBARINA)
terça-feira, 11 de agosto de 2026
ENTRE A AUSÊNCIA E A PRESENÇA O PASSADO É-ME FIEL
76*aNTÓNIODEmIRANDA
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
DO LADO ESQUERDO...
domingo, 9 de agosto de 2026
SINOPSE
O que nos deixaram?
A Sempre Negada Hipótese
Ensopada
No Nojo
Da
Humanidade.
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