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segunda-feira, 20 de julho de 2026

CADA UM SABE DE SI

 


Ela costumava dizer que não há amor como aquele que não se lembra. 
Mas o guarda dos sonhos mais húmidos, teimosamente rondava a sua combinação. 
Na euforia mais atrevida, descia as alças, baixava as calças e na curva mais escondida, desafiava o engenho dos 5 contra 1. 
Arfava devagar, baixava o som, da voz mudava o tom, e subia o monte em ponto morto, mentindo o amanhã com um sexo diferente. Acordava à pressa. 
Não queria falhar a promessa. 
Deus o tenha em bom lugar. 
É assim que espirram, quando vem à baila a sua lembrança.

Cada um sabe de si. 
& só os estúpidos continuam a acreditar que 
Alguém sabe de todos.





2017set_aNTÓNIODEmIRANDA
Vila Chã
poemanaalgibeira.blogspot.com

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