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quinta-feira, 30 de julho de 2026

BANDEIRAS ROTAS

 


Naquele tempo, quando os dias não eram mentiras, e contavam-se histórias no carrossel sem mudança da hora, quando a oralidade ainda não era um gatafunho, e os fósforos não queimavam o desejo, e a memória nunca ficava na jaula, não se dava a mínima importância à conversa folhada.
Depois apareceu a fónix renascida, fala da treta, alpista fumada, bosta multifacetada em elogios mais mentirosos, do que a minha autobiografia sem nexo.
Por favor, não abalem o flirt do perdedor.
Ele só nos quer amaciar, neste composto de nódoas sem fim à vista.
Eu desconfio, e sempre, daqueles que se embrulham em bandeiras rotas.






2018Abr_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

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