E a esperança a dançar no vazio da cidade,
confortando a ousadia entorpecida
no colo da mala das lágrimas.
Mais um sonho perdido no cais que nunca visitei.
Toda a vez que tentei
Mais um sonho perdido no cais que nunca visitei.
Toda a vez que tentei
desencaminhar a memória
a inveja do calendário rasgava as folhas da folia.
Aqui no bar,
ainda ouço os gritos daquela guitarra
beijando acordes bem-intencionados
a festejar o caminho para casa.
Mas não sei o que farei
com este desconforto
regado com o perfume das flores sujas.
Tenho uma guerra na minha pele
e tudo o que perco não consigo esquecer.
E a melodia inquieta
descansa na aflição da almofada
onde brinca o sono que não apetece.
Um bailado de sombras
tenta em vão animar a noite
com propostas repetidas.
Mas a maré triste não se deixa enganar.
Tudo vai parar à encruzilhada
onde o sorridente convite da pedra fria,
promete a viagem…
Aqui no bar,
ainda ouço os gritos daquela guitarra
beijando acordes bem-intencionados
a festejar o caminho para casa.
Mas não sei o que farei
com este desconforto
regado com o perfume das flores sujas.
Tenho uma guerra na minha pele
e tudo o que perco não consigo esquecer.
E a melodia inquieta
descansa na aflição da almofada
onde brinca o sono que não apetece.
Um bailado de sombras
tenta em vão animar a noite
com propostas repetidas.
Mas a maré triste não se deixa enganar.
Tudo vai parar à encruzilhada
onde o sorridente convite da pedra fria,
promete a viagem…
Cada um com o seu xaile
para o baile da preocupação.
,2026Jun_ aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
para o baile da preocupação.
,2026Jun_ aNTÓNIODEmiRANDA
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