,2024Mai18_aNTÓNIODEmIRANDA
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Apenas eu
E o que de mim não pretendo
Nada já espero
Neste desespero
Que veste o fantasma
Que pensei ter enganado
Triste figura
Flor definhada
Na clausura
Do mentiroso
Caleidoscópio
Dos dias perfeitos
Acredito nos defeitos perfeitos
Nunca nas promessas molhadas no desalinho dos lençóis
Acredito nos defeitos
perfeitos
Nunca nas promessas
molhadas
no desalinho dos
lençóis
O que fazer com estes
cortes
amados na mais profana
loucura?
Se a voz fosse escrita
Para que a vontade deixasse a esquisitice
Se o futuro não fosse intrujice
Quando o presente fugisse
Até “ao resto que se lixe”
Talvez a verdade
Não fosse lá grande chatice
E, se o céu não fosse redondo,
Onde se esconderiam tantas mentiras?
Toda a gente,
E eu também não,
Pensa no verbo que não prescreve
O tempo
Esse infindável rolo de papel higiénico
Ilustrado pelos filósofos da eucaristia domesticada, tenta animar
uma Desleixada conveniência
Está na hora de mandar enterrar
Os acertos do relógio
Eu fico-me pelos restauros
Dos conselhos sem conserto.
O Sábio
Que Mostra Que Nada
Sabe,
É
O Único
Que Não Engana
Ninguém.
O
Velho
Fantasma
Adormeceu
Aqui