Todas as manhãs, três corvos visitam
num bailado despreocupado a cerejeira
.
Invejo a sabedoria de tal atrevimento,
quando no bico das suas conquistas,
exibem alegremente a gloriosa façanha.
Despedem-se num grasnar gozador
deixando no céu rasgos de contentamento.
Nada lamento!
Também gosto de cerejas.
Mas, (cá no meu intimo),
penso que, por sinal de respeito,
deveriam deixar umas simples amostras
para a concorrência.
(Estou certo que os melros não se importariam).
Chego à cama e desenho na almofada
elogios para a liberdade que permite qualquer voar.
2026_Vila Châ_Jun_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
num bailado despreocupado a cerejeira
.
Invejo a sabedoria de tal atrevimento,
quando no bico das suas conquistas,
exibem alegremente a gloriosa façanha.
Despedem-se num grasnar gozador
deixando no céu rasgos de contentamento.
Nada lamento!
Também gosto de cerejas.
Mas, (cá no meu intimo),
penso que, por sinal de respeito,
deveriam deixar umas simples amostras
para a concorrência.
(Estou certo que os melros não se importariam).
Chego à cama e desenho na almofada
elogios para a liberdade que permite qualquer voar.
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