Onde está a minha cabeça?
Para onde navegam os sonhos que tanto prometeram?
Continuo a magoar a única vontade que me assiste.
Esperam de mim o quê?
Uma marionete manipulada pela pulhice?
Das vezes em que dormi com a vergonha na cama,
Para onde navegam os sonhos que tanto prometeram?
Continuo a magoar a única vontade que me assiste.
Esperam de mim o quê?
Uma marionete manipulada pela pulhice?
Das vezes em que dormi com a vergonha na cama,
cortei os beijos da fome na assassina madrugada.
E tu, velha memória, sê o meu amparo,
eu que já tropeço nos abraços entregues
pelas nada eloquentes pancados do relógio.
E vós, monges da constelação do sagrado sossego,
E tu, velha memória, sê o meu amparo,
eu que já tropeço nos abraços entregues
pelas nada eloquentes pancados do relógio.
E vós, monges da constelação do sagrado sossego,
largai para sempre o crepúsculo do jamais!
Bem-vindos ao programa da higienização social!
O mundo é fantasticamente um absurdo!
Sem aviso prévio,
Bem-vindos ao programa da higienização social!
O mundo é fantasticamente um absurdo!
Sem aviso prévio,
e num striptease desnecessário,
presenteia-nos com um erro de cálculo
maldosamente cozido na algibeira da realidade.
Entretanto um raio de harmonia
Entretanto um raio de harmonia
perfura a solidão para que sejam graciosos
todos os instantes da paixão.
,2026_10 Jun_Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
,2026_10 Jun_Vila Chã_aNTÓNIODEmiRANDA
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