Um megafone com fala de anjo
espalhou o choro sagrado da poesia.
Saído das cinzas,
espalhou o choro sagrado da poesia.
Saído das cinzas,
ágil como um tiro fugido da alma
o poema será sempre um punhal.
O mundo não passa de um horóscopo traiçoeiro rezado no santuário dos estupros homicidas.
O mundo não passa de um horóscopo traiçoeiro rezado no santuário dos estupros homicidas.
Contudo,
afirmam que, o amor está a um beijo de distância,
embora eu só anseie fugir do abrigo da crueldade,
feito esboço desconhecido, a baloiçar
no andaime da incerteza.
E o rufar do tempo que tudo rouba,
desliza sem pudor para a desgraça da humanidade.
Triste fama embutida na vexada gratidão,
esperando as noites sem dias para acordar.
Os sonhos despedem-se do pijama das mentiras.
Quando chegará a hora para abraçar
E o rufar do tempo que tudo rouba,
desliza sem pudor para a desgraça da humanidade.
Triste fama embutida na vexada gratidão,
esperando as noites sem dias para acordar.
Os sonhos despedem-se do pijama das mentiras.
Quando chegará a hora para abraçar
a lua da liberdade?
Anne Waldman levou-me aos demónios.
Alguém desenhou suores loucos
no tapete dos desejos para o êxtase d
a multidão das almas vazias,
enquanto os martírios enjoados
remam para casa e os fantasmas
que incendiaram
a paixão no motel dos delírios,
a paixão no motel dos delírios,
não cabem na manta da fidelidade.
É chegado o momento da partida!
O caminho é para os audazes.
Convém não faltar ao evento onde
É chegado o momento da partida!
O caminho é para os audazes.
Convém não faltar ao evento onde
se comemorará a miséria do futuro.
É chegado o momento da partida!
O caminho é para os audazes.
Levar o que achar que não vai doer.
Depositar os escombros na ampulheta
É chegado o momento da partida!
O caminho é para os audazes.
Levar o que achar que não vai doer.
Depositar os escombros na ampulheta
dos prognósticos falsificados.
Anne Waldman levou-me aos demónios.
Chorámos na fronteira da crueldade.
O pesadelo sintonizado no cenário mafioso
O pesadelo sintonizado no cenário mafioso
suplicando aos profetasda idade da ilusão,
a torra da patologia dos governos
que nos atormentam.
No harém das virgens desesperadas,
No harém das virgens desesperadas,
um presságio bem-aventurado
tenta confortar
estrofes moribundas.
No luxo de repouso absoluto,
estrofes moribundas.
No luxo de repouso absoluto,
triste fica a despedida do momento
que passa por nós ostentando as algemas
da obscenidade.
Ó augúrios da carnificação,
Ó augúrios da carnificação,
a urna dos convites continuam abertos!
Nada temais!
As asas do anjo falido,
Nada temais!
As asas do anjo falido,
desta vez têm punições para a troca!
Procurem nos delírios da noite abusada,
Procurem nos delírios da noite abusada,
o brilho do céu da discórdia!
Sacudam da vossa impotência
Sacudam da vossa impotência
os muros dos mantras absurdos hospedados
na Pátria desrespeitadora.
Ó eruditos dos aplausos penhorados,
quando virá o cântico da purificada beleza?
Ó augúrios da imperfeição,
Ó augúrios da imperfeição,
a urna dos convites continuam à vossa espera!
Basta de massacrar as teclas da fugidia.
esperança.
Basta de massacrar as teclas da fugidia.
esperança.
Anne Waldman levou-me aos demónios.
,2026Maio_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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