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quarta-feira, 6 de maio de 2026

FERRO VELHO

 


Homem velho pescando a vida na valeta da ilusão com o anzol banhado na enferrujada miséria. Quantos sóis o esperarão na lua de amor-finada? 
Louvo a icterícia geração, torpedeada por uma matilha de gambozinos, onde no parqueamento das reclamações disponíveis, estava lavrada em acta, a extinção do serviço de embalsamento dos cadáveres não esquisitos. E no rio das margens sangrentas, alguém cava a triste melodia do amor desamparado nos sons da memória. 
E a resignação embrulhada no roupão da tristeza, tenta roer o cordão dos dias sem futuro. 
Homem velho pescando a vida na valeta da ilusão , abana o tempo num cansado bailar para a maré das recordações, e
despeja nos olhos as derradeiras lágrimas do socorro entregues pelo abraço do carteiro da finita esperança. 
Agora, no cubículo das crenças sem efeitos retroactivos, discute-se a realização da greve geral contra as nocivas consequências da conduta normalizada. 
E nas fotos, 15,2x21, (formato horizontal), 
reúnem-se gemidos com demonstrações (para uso doméstico), 
profusamente ilustradas da arte de bem montar o Cama-Sutra.
Nb: Aos interessados, basta não acreditarem nestas tretas!


,2026Maio_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

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