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quarta-feira, 25 de março de 2026

O ENTUSIASMO ORNAMENTAL EVIDENCIA A PRÁTICA CONSCIENCIOSA DA REFLEXÃO EXISTENCIAL

 


No ninho onde as horas calaram a lembrança 
festeja-se o mundo das acrílicas indignações.
E nos murmúrios de poesia, 
escritos no mudo pó, 
bailam sombras em suaves tons de pesadelo.
O cão solteiro agradece tal descalabro 
e brinda atrevidamente à desejada abaladiça.
Na algibeira das sete semanas, 
arrependimentos sem efeitos retroactivos, 
invocam as almas desocupadas 
que albergam as lamúrias da contradição.
Mentes ensebadas acordam o tempo 
onde sangram todos os momentos.
O que farei então? 
Não te preocupes!
(Segredou a cadela “Nina Simone”, 
na ombreira da fábrica, para o cão solteiro).
Quero que saibas que isto nunca será o fim!
Caminhamos na aprisionada vontade do mundo
Que nos Embala Docemente com Nódoas de Escárnio
... Indo devagar não haverá tempo para o chegar.
A bandeira sem cor sorri benevolamente 
para tamanha inoperância. 


2026Mar_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

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