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terça-feira, 13 de outubro de 2020
sábado, 10 de outubro de 2020
REQUIEM POR TODOS OS POETAS DESCALÇOS
Nada
Para além
De um bolso
Repleto de sonhos
Uma prática
Quotidiana
Abusivamente
Condicionada
A um certo
Ritmo de consumo
De posições
Motivadas
Pelo próprio sistema
Ou
Uma traição consciente
Mas sempre
Traição a mim mesmo.
Não !
Não quero ser
Dos que ficaram pelo caminho.
O poema ...
O poema é a pena
De eu não ter pena
De escrever o poema.
Mas ...
Não te chateies :
Eu
Sou
O único poeta
Que
Pode mijar
Na tua algibeira.
, aNTÓNIODEmIRANDA
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Ó GLÓRIA, QUE SONHOS ME PROMETESTE?
Deixaste a saudade nos meus ombros, quando pensei que irias aquecer as ausências que me ofereces.
O amor não terá que ser um caminho sujo, nem o desejo um sentimento mudo.
Plantamos a árvore das mágoas.
Resta-nos esperar nas curvas do vento as palavras que julgamos, não nos enganariam, e colher martírios no nevoeiro malicioso.
Rastejamos na morte lenta, as bebedeiras que taparam os caminhos.
Quando dizem que não te amei, talvez seja uma mentira maior do que a minha certeza.
As coisas boas da vida, rapidamente não querem nada com ela.
As nossas intenções nunca serão tocadas nas noites do boogie-woogie.
,2020Set_aNTÓNIODEmIRANDA
terça-feira, 6 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
A BATOTA JÁ NÃO FUNCIONA
Entrega-me o tempo o álbum dos sorrisos esquecidos,
a alegria efémera do prazer engarrafado.
Para onde fugiste música triste,
cansada da espera dos tempos alegres?
Sinto saudades dos abraços enleados
nas promessas que juravam
nunca iriam separar-nos.
Tudo foi embalado na alcofa dos sonhos feridos.
Eis-me aqui,
enrolado num velho blues.
Amacio o choro desta noite,
sem um sopro qualquer para me enlouquecer.
A batota já não funciona,
mesmo que os dedos finjam beijar a guitarra.
Cada vez para mais longe,
corre o tempo…
,2020Set_aNTÓNIODEmIRANDA
AMPULHETA
Vou aquecendo a vida em morte
branda.
Cintilam no vento orelhas de alumínio
escondendo segredos enferrujados.
O tempo brinca à batota
com as horas desavindas,
enquanto a esperança frita malabarismos
na feira da infâmia.
No cabide das calúnias,
penduro todos os pedaços da tristeza,
e aperto nas mãos,
um nada sempre inquieto, que encharca o chão
com rastos de hálito de taninos de fígado
transplantado.
Já não me resta tempo para a paciência.
2018Dez_aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
No 5 de Outubro





