E pinto as cores do não consentimento onde amargos sabores desaguam na minha tristeza....
Elevo ao menos zero a amena temperatura da minha serenidade e despeço-me de algumas alegrias na plataforma deste puzzle onde propositadamente deixei aquilo que mais me entendia.
Leio as indicações da perversidade com um alheio carinho de conveniência.
Soletro degraus desta escada rolante no chiar exuburante do meu não estar.
Adormeço a manhã e a noite ainda não terminou.
Que vinho vou beijar neste tapete que se quer aproveitar de mim?
Estendo-me no seu luar com pálidas pedras quentes que o sol não quis arrefecer.
Dezembro e os outros tempos são sempre tão próximos e demasiado frios, agora que só preciso de uma esperança preciosa.
Tenho uma festa que cozinha estendais da minha loucura pendurada com molas que prendem a minha dignidade.
Enrouqueço esta solidão saída do menos eu no jogo da advinha mais que sabida.
Desço esta calçada sem morada definida, sangrando esta ferida que tenta fazer de mim, o mais perigoso dos mártires felizes.
A mais pura, a única e verdadeira in-verdade.
Mas revolvo-me na contradição mais aguda, num contratempo que me fere sem qualquer decoro.
Ato e desato um nó demasiadamente parecido comigo.
É tão áspero como a língua do gato que estou a começar a conhecer.
Trago a gravata mais linda com sonoras bolas brancas metidas no azul que me enlouquece.
Abuso deste meu eu como se outro tivesse e assim encorajo manias que não pretendo mostrar.
Despejo gargalhadas só para regar os espinhos da minha pulseira.
Dou pulos de contentamento onde os lobos dormem desconfiados.
Adormeço no parapeito do sonho que me oferece uma monitorização adequada à minha esperança.
Escorro as persianas do meu olhar e fecho as vistas para que os meus olhos possam sorrir.
Agora que a noite me entrega novas folhas, desenho na cabeça outras cores para as pintar.
“ Special things are so far away, they put me alone night and day”
Adormeço como gosto.
Tenho um blues na minha cabeça.
2016,08aNTÓNIODEmIRANDA
Pesquisar neste blogue
terça-feira, 9 de agosto de 2016
LIJÓ E BARCELOS (2016_Agosto, 6 e 7).
Estar junto de quem gostámos é um privilégio!
Agradeço aos meus tios, Zeza, Sofia Simões, Serafin Simões, Jorge, Graça e Francisco, e aos meus primos, Annabelle Simoes, Kamel, Ilan e Mehdi, os grandes momentos que passámos juntos, na companhia do Tomás Miranda Luthier, da Carmo, e, da minha mulher Ana Gomes da Costa.
Assim vale a pena!
Levar a vida a sorrir é uma das condições de que nunca abdicarei.
Gostámos desta família!...
Sentimo-nos sempre bem na vossa companhia.
Um Obrigado muito abraçado.
, 09deAgosto de 2016aNTÓNIODEmIRANDA
Agradeço aos meus tios, Zeza, Sofia Simões, Serafin Simões, Jorge, Graça e Francisco, e aos meus primos, Annabelle Simoes, Kamel, Ilan e Mehdi, os grandes momentos que passámos juntos, na companhia do Tomás Miranda Luthier, da Carmo, e, da minha mulher Ana Gomes da Costa.
Assim vale a pena!
Levar a vida a sorrir é uma das condições de que nunca abdicarei.
Gostámos desta família!...
Sentimo-nos sempre bem na vossa companhia.
Um Obrigado muito abraçado.
, 09deAgosto de 2016aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
O Único Verdadeiro Deus Vivo: LISBON SIGHTSEEING
O Único Verdadeiro Deus Vivo:
LISBON SIGHTSEEING
Socorro!Já não tem Graça!Quem...: LISBON SIGHTSEEING
Socorro!
Já não tem Graça!
Quem me Ajuda,
a sair deste Calvário?
2016,08aNTÓNIODEmIRANDA
LISBON SIGHTSEEING
Socorro!Já não tem Graça!Quem...: LISBON SIGHTSEEING
Socorro!
Já não tem Graça!
Quem me Ajuda,
a sair deste Calvário?
2016,08aNTÓNIODEmIRANDA
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
PORQUE O TEMPO NÃO ESTÁ PARA PEQUENAS CONVERSAS (para o João Pedro Viegas - 50 anos)
Hoje não sei da lua.
Está a atrasar o meu dormir.
Vejo riscos no céu,
mas não reconheço estas assinaturas.
Estou sóbrio,
como as palmeiras que me penteiam
e estou farto de contar estrelas
que acabarão por adormecer no congelador.
Escrevo na mortalha
o chorar daquele cão
a quem às escondidas
ofereço o melhor resto de mim.
Chamo-lhe o filósofo
e como eu gosto
do seu latir com que não me dá importância.
Sentado de costas
para o que é tudo
escreve com a cauda
desenhos que nunca pintarei.
Ás vezes é visitado por um amigo
e falam calados.
Porque o tempo não está
para pequenas conversas.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
Está a atrasar o meu dormir.
Vejo riscos no céu,
mas não reconheço estas assinaturas.
Estou sóbrio,
como as palmeiras que me penteiam
e estou farto de contar estrelas
que acabarão por adormecer no congelador.
Escrevo na mortalha
o chorar daquele cão
a quem às escondidas
ofereço o melhor resto de mim.
Chamo-lhe o filósofo
e como eu gosto
do seu latir com que não me dá importância.
Sentado de costas
para o que é tudo
escreve com a cauda
desenhos que nunca pintarei.
Ás vezes é visitado por um amigo
e falam calados.
Porque o tempo não está
para pequenas conversas.
Melides,2016,07aNTÓNIODEmIRANDA
Atelier Tomás Miranda.
Sandra Sousa Kristine Dizon, Antonio De Miranda, Hélia Varanda, Fábio Mendes e Tomás Miranda Luthier
Subscrever:
Mensagens (Atom)















