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terça-feira, 14 de abril de 2026

NA HORA DO PITÉU ABOCANHEI A QUESTÃO CELESTIAL

 


Se um dia pudesse, 
na janela do sonho, 
queimar datas mentirosas 
e fugir do templo 
das promessas infelizes, 
para danificar eficazmente 
a cruz do futuro maltratado, 
navegar na ideia favorável, 
e então pagar com um mísero trocado 
a inquestionável subtileza deste perder, 
onde a absurda memória 
açoita o meu nome.

Mas aqui  
onde a memória não prescreve,
não  existe ninguém  a não ser 
traficantes de solidões enlatadas.
Nada mais poderia ser tão correcto 
no santuário dos sorridentes 
malabaristas dos enganos 
sem fim à vista.

Acredita-me!
Hoje não consigo inventar mais 
mentiras…



,2026Abr_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

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