Do que tanto prometemos na desalmada nuvem mensageira, resta o rosário da lembrança, amante da vontade que não queríamos que findasse.
Assim sejam pintados os dias no encalço da desejada alegria.
Andamos por aqui aos tombos nas amadas bebedeiras da ilusão.
Um passo à frente do outro, estrada fora, voo solitário para debaixo do vulcão, enquanto um ferrugento som da harmónica atrevida tenta dignificar a perseverança da espera.
Deitado no mausoléu da saudade, o poema da solidão segura o sorriso que tenta abraçar a escada da liberdade.
Mas a malvadez dos sopros do silêncio assassinou o primeiro degrau.
No sonho onde já não nasce o sol, ainda exigem que permaneçamos vivos.
Ah! Ah! Ah!
No desfiladeiro das filhas da memória, consta-se que o mundo há muito deixou de ser hipótese sedutora.
2026Mar28_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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