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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DEIXA-ME VIR …

Deixa-me vir
Esta foda é minha e tua
Falamos daquilo que nos dá prazer
Somos sol e lua
Aceitaste o convite
Sem medo de te dar
E neste tempo só a ti eu vou querer
Deixa-me vir
Tu sabes como lambes bem
E já conheces os cambiantes do meu sabor
Esta noite és a minha conquista
Ama-me sem fim à vista
Molha-me com o nosso suor
Pois é, pois é…
Já sabemos o que fazer
Sempre que nos encontrarmos:
Inventar o prazer
Foder até nos cansarmos.
ago.2010

O nosso olhar

O nosso olhar

Tinha encontro marcado
A tua boca : o perfume do meu sorriso
O teu beijo : a fascinação da promessa
Intimo suspiro
Do amor feito sem pressa
Seca-me a língua
Do teu corpo em dois percorrer
Chama antiga
Feita vontade de te beber
Infinita fogueira
Onde acabamos sempre um no outro.
O nosso olhar
Era um verbo adiado
O nosso olhar
É um orgasmo anunciado
2010ago23

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Para o Zé de Várzea

temos o tempo

vivemos o momento
sem saber a medida
deitamo-nos com as horas
e descansamos o relógio do nosso pulso.
gastamos o desejo
no instante que conseguimos.
nós gostamos
rimos e choramos
cantamos todos os medos
estivemos
olhamos
sentimos
consentimos o abuso:
não temos culpa
que a morte nos dê uso.
a partida é sempre
a viagem que nos espera!
os epitáfios deveriam respeitar
a nossa opinião.
a nossa memória
não será nunca uma conveniência alheia.


quero que a morte
me apanhe desprevenido
e que as minhas cinzas
desenhem no ar
uma única palavra :


amigo.




Maio27.2010

eNTRETANTO...

pedi a deus o céu

para a minha morte não o incomodar
voei o mais alto que quis
como pássaro desenhado
na nuvem por mim pintada
no meu próprio tempo
de saudade ausente
de ficção inventada
de sorrisos fintados
de caminhos solitários
de moradas artificiais.
invejei a morte
mas nunca reneguei o seu convite.
Algum dia encontrarei
O que está dentro de mim…
O paraíso só acontece uma vez.


Entretanto…
Alguém me observa
Exibindo alegremente
A embalagem dos comprimidos da minha mãe.


maio2010

Ela dizia

dizia que gostava de homens

era uma malandrinha

falava que os assustava

julgava que manipulava

mesmo quando fingindo se vinha

era muito desinibida

quanto baste atrevida

pensamento liberal

mostra-se só escondida
mas os homens não gostavam dela
tanto quanto ela desejava.

Vivia a vida numa conversa
Gastando as horas
Fabricando a promessa habitual.


Ela dizia ?




jun2010

DESENHO

Desenho
O desejo
Em forma de um beijo
Cobrindo o teu corpo
Percorrido
Pela minha língua subtil
Convite deliquente
Sexo húmido e quente
Pedindo que nele eu entre
Entre palavras e gemidos
Volúpia dita aos ouvidos
.
Junho24.2010