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terça-feira, 10 de outubro de 2017
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Carlos Drummond de Andrade - um poeta de alma e ofício.
https://www.facebook.com/drummond.umpoetadealmaeoficio/videos/433888306996680/
CONFISSÃO
Não amei bastante meu semelhante,
não catei o verme nem curei a sarna.
Só proferi algumas palavras,...
melodiosas, tarde, ao voltar da festa.
CONFISSÃO
Não amei bastante meu semelhante,
não catei o verme nem curei a sarna.
Só proferi algumas palavras,...
melodiosas, tarde, ao voltar da festa.
Dei sem dar e beijei sem beijo.
(Cego é talvez quem esconde os olhos
embaixo do catre.) E na meia-luz
tesouros fanam-se, os mais excelentes.
Do que restou, como compor um homem
e tudo que ele implica de suave,
de concordâncias vegetais, murmúrios
de riso, entrega, amor e piedade?
Não amei bastante sequer a mim mesmo,
contudo próximo. Não amei ninguém.
Salvo aquele pássaro – vinha azul e doido –
que se esfacelou na asa do avião.
Carlos Drummond de Andrade
(Cego é talvez quem esconde os olhos
embaixo do catre.) E na meia-luz
tesouros fanam-se, os mais excelentes.
Do que restou, como compor um homem
e tudo que ele implica de suave,
de concordâncias vegetais, murmúrios
de riso, entrega, amor e piedade?
Não amei bastante sequer a mim mesmo,
contudo próximo. Não amei ninguém.
Salvo aquele pássaro – vinha azul e doido –
que se esfacelou na asa do avião.
Carlos Drummond de Andrade
Do meu grande Amigo Miguel Martins
Dizem que a vida me foi dada à borla.
Só eu sei quanto isso me custa....
Dizem que não penso nos outros.
Deus sabe o tempo que gasto a pensar nisso.
Dizem que tenho um ego agigantado.
É a única coisa que tenho.
Dizem que vou acabar sozinho.
Têm razão.
Miguel Martins
Só eu sei quanto isso me custa....
Dizem que não penso nos outros.
Deus sabe o tempo que gasto a pensar nisso.
Dizem que tenho um ego agigantado.
É a única coisa que tenho.
Dizem que vou acabar sozinho.
Têm razão.
Miguel Martins
AMY W.
No último degrau do sonho que deixaste,
doí-me demasiado o não poder ouvir-te,
e o meu coração é um copo de vinho
que nunca molhou o teu penteado.
O mundo sempre aborrecido,
desprezou o teu olhar de sereia atrevida,
navegando o tempo que não te quis merecer.
As boas estrelas voltam ao sonho,
acompanhadas de um sax que grita ajoelhado,
o tímido amor de só te quer beijar.
No teu céu, estará à tua espera
um cálice sempre cheio de saudade.
Aqui,
vou rasgando aqueles aplausos
que tanto te enganaram.
2017set_aNTÓNIODEmIRANDA
doí-me demasiado o não poder ouvir-te,
e o meu coração é um copo de vinho
que nunca molhou o teu penteado.
O mundo sempre aborrecido,
desprezou o teu olhar de sereia atrevida,
navegando o tempo que não te quis merecer.
As boas estrelas voltam ao sonho,
acompanhadas de um sax que grita ajoelhado,
o tímido amor de só te quer beijar.
No teu céu, estará à tua espera
um cálice sempre cheio de saudade.
Aqui,
vou rasgando aqueles aplausos
que tanto te enganaram.
2017set_aNTÓNIODEmIRANDA
O JORNAL DE HOJE
Pôr-te nas minhas veias,
velha putéfia atrevida,
que ao longo desta vida,
tanto me vendeste.
Não passas de um baile moribundo,
dançado com as letras
onde me mataste.
Não há dúvidas em certas certezas,
e as minhas lágrimas
nem sempre adormecem
debaixo da almofada.
Nesta mesa de bilhar,
açoito bolas de cristal
sem futuro nenhum.
O jornal de hoje
irá embrulhar
as suas previsões.
,2017out_aNTÓNIODEmIRANDA
velha putéfia atrevida,
que ao longo desta vida,
tanto me vendeste.
Não passas de um baile moribundo,
dançado com as letras
onde me mataste.
Não há dúvidas em certas certezas,
e as minhas lágrimas
nem sempre adormecem
debaixo da almofada.
Nesta mesa de bilhar,
açoito bolas de cristal
sem futuro nenhum.
O jornal de hoje
irá embrulhar
as suas previsões.
,2017out_aNTÓNIODEmIRANDA
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