Alvejado no desejo por vozes invejosas, uma catarata emotiva convida a última ceia para a apresentação do almanaque do “Único e Verdadeiro Deus Vivo”.
Cogumelos são porreiros e continuam a amar onde lhes é possível.
Óptimo, disseste! Óptimo, respondi.
Verdadeiramente sinto-me assim quando a tentação começa a bailar na algibeira.
“A Onda Sentimental Ocasionalmente Num Trago de Bourbon”:
O nosso amor é diferente, tão diferente, diferente que o algo que nos une, são exactamente as mortalhas. Porque te amo e não acredito no amor, Porque te quero e odeio a possessão, porque desejo-te e logo me farto, Porque tive de mudar três vezes de caneta para escrever isto…Por favor, não me acredites! (Amor é tirar macacos do nariz e depositá-los no colarinho do gajo que não gramas). O suicídio não tem dor! Se a vida corre sem problemas, suicida-te! Se vai mal, deves fazer o mesmo. Eu continuo a mijar no Tejo! Quando oferecem… exigem! E a sedução nunca terá de ser um roubo. Nb: aqui o contrário não é recíproco. Wake up in the morning, red sky into your head.
Bem-disposto, penso defecar na algibeira do ministro. Tudo em mim e em relação a qualquer governo, é sinistro. Só vivo o momento! Nunca os espaços limitados pelos ponteiros do relógio.
Quando o acordar e as suas paredes nuas desenham uma única saída: a futilidade do quotidiano. Olhas para a manhã e lês nas rugas da decepção, aquilo que querem fazer de ti:
Patenteado; registado: Numerado: Dirigido: Legislado: Regulamentado: Parqueado: Doutrinado: Prejudicado: Controlado: Calculado: Depreciado: Etiquetado: Censurado: Comandado: Anotado: Recenseado: Tarifado: Selado: Medido: Avaliado: Licenciado: Autorizado: Rotulado: Admoestado: Impedido; Desenformado: Impotente: Corrigido: Fodido e Mal pago: Vendido: Parvo!
Não sei, nem me interessa o que poderá advir de uma qualquer dinastia de espelhos bafientos…
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