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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

QUEIMAR DESGRAÇAS

 


Olhar triste neste acordar de sentido proibido. 
Um cálice de rosas vertidas na cor de sangue, para um céu que não me atende. 
Encontro o piano das teclas ensonadas que embalam as fantasias do caminho que não apanhei. 
Uma voz que não conheço, escreve que a esperança não deveria ter morrido desta maneira. 
Estou farto de abraçar candeeiros abandonados, e as mensagens que envio para nevoeiros confidentes, só me querem adormecer com ideias de plástico. 
Janela dorida, um sorriso como o teu, era o mundo que eu precisava. 3 desdéns no bolso, 1 bilhete para picar o futuro, um balançar não embaraçoso na corda bamba, um chuveiro de champanhe harmonioso, um tempo sem a vez de voltar atrás, um banho temperado  com soluços gotejados do teu sexo. 
Tudo é absurdo neste velório de aplausos.
Nada é importante desde que senti que a vontade fingia.






,2020Dez_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

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