Pesquisar neste blogue

sábado, 15 de fevereiro de 2025

SEPULCRO DA ESPERANÇA ASSASSINADA

 


Nada 

Mais 

Há 

Para 

Morrer!




GAZA



Lembrem-se 

de 

nós


,2025JANEIRO_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com







POESIA NÃO PODE SER UMA ESTANTE SEMPRE VAZIA

 


São só palavras 

E esta caligrafia 

É a rameira mais ardilosa 

Das minhas tristes mentiras


,2025JANEIRO_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

A MINHA PÁTRIA É DANADA PARA A BRINCADEIRA

 


Portugal

Minha Pátria da Galhofa

Incomensurável Ninho

De Patetas

Accionistas da Lisonja Mutualista

Artistas Escritores

Malabaristas / Contorcionistas

Manientos / Desavergonhados

Tristes / Estupores

E Até Alguns Há

Que se Autoproclamam “Poetas



2025Fev01_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

LIBERDADE

 


Saudades 

De gostar 

De ti.


Onde 

Assassinaram 

As tuas 

Asas?








,2025JANEIRO_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

NÃO ME INTERESSA A IMPORTÂNCIA

 


Meia-noite e vinte e três de 26 de Janeiro de 2025. 

Fui aconchegá-la.

Olhou-me uma boneca com um sorriso 

de 98 anos e meio,

agora com o mais agradecido aplauso

Não me interessa a importância.

Basta-me o respeito que me veste.

2025Fev_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA

 


No concílio económico já tudo tinha sido roubado
O velho caminho já não me acompanha ao bar. 
As palavras estão difíceis. 
O momento tarda em chegar, 
e a chuva que molha o pára-brisas da bondade
já deixa no patamar da possível esperança aplausos falseados.
Flores desfalcadas regam a varanda dos despojos.
Um céu vazio diz que me espera.
Depois desta farsa quem mais poderei assassinar?
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
Mas não sei onde se apagaram os sonhos ou em que feira foram lembrados.
Esse lugar não existe, assegura o relato do tempo não ardiloso.
Assim desce a vontade até ao fim do coração no desencontro inacabado.
A misericórdia é a mais cruel das lisonjas.
E ele disse" o paraíso não passa de uma promoção mentida em primeira mão.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
De joelhos não contes que apareça.
Mesmo no fim (cada vez mais repetido), sempre foi deste modo que mantive a esperança nesta vivida e (nem sempre apetecida) espera.
O miar do gato malvado amorosamente assanhado pousou no focinho e pintou na alma a acalmia que julguei não possível.
Agora sou um patudo orgulhoso que nunca se esquece de virar as folhas que sobram deste calendário. 
A alegria continuará a ser para todo o sempre aquela pedra rolante cuspindo no recanto da miséria.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
O que de mim gostava foi para a enfermaria das palavras cruzadas.
Os lábios escorrem as memórias na areia, onde envergonhados, os nomes, procuram a fuga possível.
Asas bonitas vestem combinações da boa-esperança confortando o abrigo da almejada possibilidade, enquanto pássaros solidários ensaiam um hipotético bailado, para que a tristeza finalmente não se torne a mais fértil certeza. 
Mas neste defunto mundo a única verdade apodrece numa retoma em permanente leilão.
Toda a gente chora nas infinitas traições entregues “à la minuta”.
Prédicas erguidas para o mais sangrento dos deuses pasmam no hipócrita consternação dos "inocentes".
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
Quem poderá respeitar as bombas que lhes vendemos?
A covardia será sempre um acto que jamais se cansa de ser celebrado.
Ó vida, dizes por aí que o "show" não pode parar.
Até porque a humanidade cedo demais assassinou o respeito que nos é devido.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
Como se uma tempestade acampasse no meu travesseiro e o sono que dela fugiu escrevesse acenos obscenos na agenda do despertar.
Não!
Não preciso de outra Ressurreição!
(Já tenho o “GPS” do paraíso artificial).
Olá!
Há por aí alguém que não me conheça?
Nosso Senhor!
(Malvado insidioso).
Que pena tenho que isso aconteça.
CÃO OBSERVANDO O MUNDO SENTADO NO SOFÁ DA FÁBRICA 
E neste sentir demasiado cansado a procurar o botão do autoclismo, benzo sermões fictícios.


2025Fev05_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
(Começado a ser escrito em Fev01 , durante um concerto na Fábrica de Alternativas_Algés)