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domingo, 26 de abril de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
Alejandro Jodorowsky
LOS MENTIROSOS.
Generalmente, tendemos a tergiversar la realidad para justificamos. Cada vez que alguien nos muestra nuestros errores, encontramos excusas y nos transformamos de inmediato en abogados defensores. Dando una buena imagen de nosotros mismos queremos evitar un castigo o un reproche y obtener en su lugar aplausos o ventajas.
No debemos avergonzarnos de ser lo que somos y no lo que los otros quieren. De todas maneras, en esencia lo que no somos -aunque queramos serlo - no lo seremos. Y lo que somos -aunque no queramos serlo- lo seremos siempre.
Hay personas que aprovechan cualquier oportunidad para mentirse. Se imaginan que son lo que los demás piensan que ellos son, para lo cual construyen falsas imágenes de sí mismos. Si los otros se las creen, sienten que de verdad son eso que se han inventado.
A este tipo de mentirosos, en la infancia nadie les enseñó a amarse a sí mismos. Para formarse bien, el niño depende de una justa mirada de sus padres. Ellos deben verlo como es y no como quieren que sea. Muchas veces los progenitores tienen planes para sus hijos que no se ajustan a su verdadera naturaleza.
El niño crece pensando que lo que sus familiares quieren que él sea, eso es lo que vale en él; y que lo que en realidad él es, eso no vale nada. Vive sintiéndose vacío, sin significado, culpable de existir. Convierte su ser en una apariencia, tratando de hacer válido lo que finge. Delante de los otros miente y en soledad se miente a sí mismo, convencido de que esos adornos adoptados son su auténtica médula. Su vida cotidiana es como la de un actor en una permanente obra de teatro. Emborracha a sus interlocutores contándoles sus aventuras, siempre creíbles. Para hacerles tragar una gran mentira la rodea de cien pequeñas verdades... Con astucia anticipa en parte las sospechas de sus oyentes, dando por anticipado respuestas a las preguntas que sin duda se le harán. Esta mitomanía le permite soportar su desvalorización y enfrentar una realidad difícil y dolorosa para él.
La mentira es progresiva, nos encadena a su falsa realidad. Estamos ante un dilema: o confesar la verdad o seguir mintiendo para justificar las primeras mentiras.
Es posible también que, conscientes de no amarnos a nosotros mismos, o nuestro trabajo o a la familia, recurramos a una droga para acallar nuestra conciencia y sentimos mejor.
Preferimos una mentira agradable a una dolorosa verdad. El cerebro suele funcionar eligiendo entre dos males siempre el menor. A veces, desarrollar una enfermedad mortal nos es menos doloroso que aceptar que no somos amados.
25
Beijar o cravo,
Sorrir a esperança,
e nunca perder a vontade dos dias felizes.
Que nos fique para sempre
na lembrança
que o medo que nos amarrava
foi sendo vencido
com coragens
que nem sempre respeitamos.
,2017,abr_.aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 23 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
segunda-feira, 20 de abril de 2020
NÃO NASCI PARA DORMIR COM A TRISTEZA
Dirijo a vida,
no romance que embebeda o prazer, enquanto penso nos gemidos que fugiram para o céu.
Um curioso solitário entrega recados de amor, escondidos nos envelopes sem endereço.
Falam do silêncio das coisas lindas,
e do intenso significado da sua ausência.
Não nasci para dormir com a tristeza.
Não tenho medo do abraço das lágrimas secas, naquelas noites que nos arderam.
Para longe fugiu o fogo,
agarrado no vento machucado.
Não nasci para dormir com a tristeza,
diz-me um espelho tão baço,
como as mentiras que barbeamos.
Excitamo-nos num cocktail de ousadias,
só para molhar um desejo
sem dias para contar.
Não nasci para dormir com a tristeza.
Falam os passos à volta do sonho.
,2020abr_aNTÓNIODEmIRANDA
domingo, 19 de abril de 2020
sábado, 18 de abril de 2020
sexta-feira, 17 de abril de 2020
MARINE BAND BLUES HARP
Dá-me horas tempo que corres,
para a pressa da minha ausência.
Senta-te à espera da sombra que quero amolgar.
Já não queima a tua voz,
nem sequer a memória que tento lembrar.
Dá-me tempo, para pintar o relógio dos passos perdidos.
Esquece o momento,
eu preciso da alegria maior,
talvez para voltar a tocar na minha ferrugenta “Marine Band”,
enquanto me perco neste amargo compasso,
enojado por tantos insultos.
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
terça-feira, 14 de abril de 2020
La llorona FRIDA KAHLO Mariachi y ver. Andina
FRIDA KAHLO
Às vezes
Falo com os
Teus espinhos.
São flores que choram
Mesmo a cantar.
Tenho agora
Lágrimas que correm
Para o rio
E facas espetadas no dorso.
Ventos que gelam
O meu corpo frio.
Frida,
Tapa-me a tristeza
Sem a tua dor.
Cobre-me com o teu calor de mulher
Feito de amor martírio.
E
Eu
Pensava
Que só ias dormir
O sono quieto
Do lírio
Negro
Amoroso.
2016,12aNTÓNIODEmIRANDA
domingo, 12 de abril de 2020
IMPRECAÇÕES PARA UM DEUS MENOR - AGNUS DEI
Cordeiro de Deus,
Que tirais o pecado do mundo,
Melhor teria sido,
Se tivesses matado a fome
A muita gente.
,2017out_aNTÓNIODEmIRANDA
sexta-feira, 10 de abril de 2020
QUEM SOU EU?
Original não é a pergunta
Conveniente não é a ocasião
Às vezes dizem-me filho da puta
Mas não tenho culpa
De não ter actualizado
O manual de instruções
E seguramente determinei
O fim do colóquio
Sobre as minhas qualidades
Geralmente sou aquele
Que tu perguntas quem é
Quando falo as palavras que te cansam
(é apenas um pormenor
que não vou emendar)
Não dou conselho
Ofereço sugestão
Já nada quero mudar
Sou um fora de moda
Na merda da modernidade
Aquele que quer
O que não quer
Mar em constante tempestade
Bonança alcançada no desejo duma mulher.
Ninguém me pode ajudar.
Malmequero
Bemmequer ?
2006jul05
aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 9 de abril de 2020
ORAÇÃO DO CONFINAMENTO (isto é: estou fodidamente confitado)
Observo os dias furiosamente açaimado.
Lavo as mãos, mas não limpo a raiva.
Evito as filas da farmácia,
e tento passar despercebido no trânsito do supermercado, enquanto engato garrafas.
Toda a gente largou o sorriso,
e espalha no ar golfadas de desconfiança.
Limpo o pó às ideias, mando recados à fava, arejo vontades no enredo das piadas mórbidas.
Mas, o que verdadeiramente me apetece,
é estrangular a maldade do mundo.
Aguardo que parem de cair pingos de ansiedade, rogo a uma chuva meiga que não estrague a beleza.
Mas, o que verdadeiramente me apetece,
é vandalizar fardos de caridade ostensivamente hipócrita.
Farejo fantasmas,
guardando a aconselhável distância social.
Mas, o que verdadeiramente me apetece,
é esfaquear peluches mascarados de depilados mentais.
Estou à espera daquilo que nunca chega, neste tempo infestado com personagens paralisados.
,2020abr_aNTÓNIODEmIRANDA
quarta-feira, 8 de abril de 2020
O POETA
Há muito
Que estava a ser
Invejado.
Apresentava
Assiduamente
Sinais exteriores
De rara
Beleza
,2017dez_aNTÓNIODEmIRANDA
segunda-feira, 6 de abril de 2020
ALGUÉM ME VAI CONSAGRAR EM FATIAS GENEROSAS
Todos os restos são parecidos.
Eu vi olhos pedindo clemência
no meio dos destroços da glória.
Gritavam dilúvios de desespero,
virados para o buraco fedorento do céu.
Velhos anjos, acorrentados a histórias mentirosas, nunca poderão voltar a casa.
Recusaram a trampa do
“let's make america great again”.
Todas as palavras que li,
ensinaram-me o caminho do fim.
Alguém me vai consagrar em fatias generosas.
QUE SE FODAM AS PESSOAS PERFEITAS
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
O PREÇO DA LINGERIE
Outro jogo perdido.
Não sopres para o vento.
Ele, ainda não abriu prisão.
De nada vale a urgência.
O perdão será remetido num vale de correio, entregue por um cupido mutilado.
Um estafeta delinquente espalha cinzas no paraíso errado.
No velório, foi evocada a memória de um qualquer fadário, sem feitio para sorrir. Quem lá esteve, afirmou que as anedotas estavam pela hora da morte.
ps: o preço da lingerie, infelizmente não está muito longe desse patamar.
Os poetas são lixados.
Os imbecis fodidos.
Os espertos muito mais.
Que alguém vos conforte.
O meu consolo já não espalha a sorte.
Também nunca soube onde a encontrar.
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
HÁ LÁGRIMAS QUE CHORAM SOZINHAS
Enforcado no ramo das memórias,
conto flores de ausência,
espalhadas num céu que não consigo ler.
Vejo gente a fugir daquela chuva
que fingia os dias.
Não deixa de ser estranho,
este desfile de carros negros,
em direcção ao cemitério.
Olho para o mármore frio,
e desvio a vontade de ler nomes
conhecidos.
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
domingo, 5 de abril de 2020
LAWRENCE FERLINGHETTI / não dormi com a beleza toda a vida
Não dormi com a beleza toda a vida
fazendo inconfidências a mim próprio
dos seus encantos planturosos
Não, não dormi com a beleza toda a vida
mas com ela menti
fazendo confidências a mim próprio
de como ela nunca morre
mas jaz à parte
no meio dos aborígenes
da arte
e paira por cima dos campos de batalha
do amor
Está acima de tudo isso
muito acima
Está sentada no mais selecto dos assentos
da Igreja
lá em cima onde os administradores da arte marcam encontros
para escolherem o que há-de ficar para a eternidade
Eles, sim, dormiram com a beleza
durante toda a vida
Eles, sim, alimentaram-se da ambrósia
e beberam o vinho do Paraíso
e por isso sabem exactamente como é que
uma coisa bela é uma alegria
para sempre e para sempre
e como é que ela nunca nunca
pode inteiramente desvanecer-se
num nada que leve à bancarrota
Oh não, nunca dormi
em Regaços de Beleza como esses
receando levantar-me de noite
com medo de perder nesses segundos
qualquer belo movimento que ela esboçasse
E contudo dormi com a beleza
à minha estranha maneira
e fiz uma ou duas cenas terríveis
com a beleza na minha cama
de onde transbordou um poema ou dois
de onde transbordou um poema ou dois
para este mundo tão parecido com o de Bosch
do livro #a coney island of the mind#
trad. José Palla e Carmo
cadernos de poesia Dom Quixote
sábado, 4 de abril de 2020
O ANÚNCIO DA NOSSA MENTIRA
Há memórias que batem à janela,
e espalham espuma na cidade triste.
Detesto o desejo de te matar,
mas no desassossego do meu barco,
o mar diz, que já não tem lugar para ti.
Tenta compreender o que pintei para a despedida.
Ouve com atenção os cavaleiros da tempestade.
Irão ler o meu último poema.
Peço-te que não fiques infeliz,
mas, não poderei mais guardar,
o anúncio da nossa mentira.
Fechamos a porta.
O resto,
será sempre um conto da loucura normal.
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
quinta-feira, 2 de abril de 2020
A INCONTORNÁVEL BELEZA DE ME PERDER
Não assino desculpas para este encostar
do tempoque abandona solidões nas costas.
Ousei mandar a esperança escondida
nas garrafas que esvaziei.
Esperei, nas mais tristes madrugadas,
um sinal, mesmo sem sentido,
que confortasse a mais doída das despedidas.
Tudo foi apunhalado, neste desgosto escrito
no novelo mentiroso.
Caminho no deserto das ideias válidas,
carimbando mágoas bordadas a ponto-cruz.
Limpo o desejo a guardanapos tão gastos
como as minhas sujas recordações.
Vou fugindo, não tão rápido como desejo,
da sombra que pinta desgostos.
Um destes dias, terei de aprender a voar.
Preciso urgentemente
de assassinar o encanto da lua.
,2020Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
quarta-feira, 1 de abril de 2020
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