[ ouça a aflição da tristeza
quando se rompeu a cortina da misericórdia para queimar a raiva que nos ampara ]
quando se rompeu a cortina da misericórdia para queimar a raiva que nos ampara ]
O que te custa?
Descer da cruz - encenar o calvário - doar os espinhos da coroa - farejar a sorte - bocejar na morte - nada que importe ao incessante pular na crista da maré dos açoites - vontade rarefeita no cair dos sonhos sempre desligados
O que te custa?
Caminhar nas asas do azar - enterrar histórias inventadas por vozes que caminham lado a lado na coroa vestida de trono onde nunca morou a glória
O que te custa?
Aplainar lágrimas de cortiça - curtir bebedeiras de tédio - bater ao postigo errado - cortejar elogios fúnebres - fundir abraços na forja da ansiada amizade
O que te custa?
Lembrar o possível – amolar a esperança – e soltar no vento o auspicioso convite daquele uivo oferecido pela catavento dados afectos
O que te custa?
Limpar a boca com o miolo da dor - riscar saudades na côdea do pão – e na medida do possível - eleger palavras do único e mentiroso deus vivo
O que te custa?
Sempre que for oportuno naufragar o apelo da solidão - e resolver esse assunto no tempo não apropriado
Ainda te custa?
Poderei a título privado recomendar um cal center disponível 24 horas por vida.
Nota Bem: se disseres que vais da minha parte, terei de assumir, sem quaisquer honorários, que a culpa de tal desvario, nunca será admitida por mim.
AMÉN!
2026Abr01_aNTÓNIODEmiRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
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